Alameda Tróia, Santa Edwirges. Descobri semana passada o nome da rua que está a cem metros de mim. Tão perto, tão longe. Nunca foi o meu caminho para o trabalho, para a faculdade, para o hospital, para qualquer coisa que fosse. Tróia bauruense pouco havia sido, na verdade.
Diferentemente da opulenta Tróia histórica, de sua vasta mitologia e a da Guerra que inspirou os versos de Homero, esta é de poucas inspirações: sempre foi (apenas) o silêncio dos redemoinhos de terra, do barro da chuva e da desilusão de carros e pedestres.
A Guerra da Alameda Tróia foi, por um grande espaço de tempo, com a escassez do asfalto. A Tróia bauruense, diferentemente da que habita os livros de história e as mitologias, venceu o seu combate.
Rua de terra como tantas no bairro de Santa Edwirges, enfim recebeu a massa asfáltica na última semana corrente, asfalto este que tem sido prometido há tempos pelo poder público.
Agora Tróia é caminho facilitado para Esparta, Safira e outras ruas do bairro, sem que se ocorra de atolar pneus e chinelos. Os terrenos, outrora desocupados, tendem a valorizar-se.
As casas já existentes, mais vivacidade. E as pessoas... os guerreiros que sempre transitaram lá e cá poderão desfrutar de um mísero retorno das benfeitorias do Estado, coisa que pouco se vê nas periferias das cidades.
Parabéns aos habitantes do Santa Edwirges, que puderam receber o asfalto em suas ruas.
E, diferentemente do que pensam, a Guerra não termina aqui: há muitas ruas que carecem de asfalto em Bauru.