A resposta depende de que lado você está na política. Para a maioria dos brasileiros e brasileiras algumas coisas deram certo. A Lava-Jato continua firme em seu propósito em combate à corrupção, vários políticos, empresários etc foram condenados e presos em um movimento jamais visto em nosso país. Um ex-presidente foi condenado e está preso, uma presidente foi cassada do seu mandato e assumiu o vice presidente, conforme Constituição, houveram eleições para vários cargos no âmbito estadual e federal e foi escolhido para presidente um candidato que a maioria dos eleitores assim o desejaram, para os cargos de deputados estaduais, governadores, deputados federais e senadores ficou claro que o eleitor quis mudar radicalmente a velha política por candidatos novos e com possibilidades de mudança para melhor. Atualmente o único problema, por incrível que possa parecer, é o STF.
Eles não se entendem, existe uma clara divisão em dois grupos, comprometem a estabilidade política e administrativa para todos que foram eleitos, julgam conforme conveniência de momento (como o atual caso do ministro Marco Aurélio Mello) e, pior, colocam todos os brasileiros e brasileiras contra a mais alta corte do país. Fica parecendo que alguns dos ministros querem desestabilizar o futuro governo de Jair Bolsonaro. Foram mais de 20 anos de governos de esquerda, e o país vinha sendo conduzido para tornar-se mais um país socialista na América Latina.
O tempo dirá se os eleitores acertaram em mudar radicalmente a política brasileira e quem está contra Bolsonaro tem mais é que não gostar das escolhas dele, pois estávamos acostumados a ver ministros de estado serem nomeados em função de acordos políticos e pessoas com nomes envolvidos em corrupção.
Não é o que está acontecendo e fatalmente serão descobertos várias medidas dos governos anteriores que não são nada republicanas. É aí que mora o desespero dos políticos e partidos que estiveram no poder, principalmente nos últimos 13 anos. Os novos políticos e o novo governo deve se concentrar na aprovação das reformas estruturais, estas devem ser a prioridade. O desafio não é pequeno, mas ninguém imaginaria que será uma tarefa fácil.