| Aurélio Alonso |
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| Rua principal do distrito de Vitoriana, localidade que teve início com a chegada da ferrovia, em 1888, e está a 12 km de Botucatu |
As povoações seguiram rota de desenvolvimento sem obedecer as distâncias geográficas. Os distritos são lugarejos que não têm autonomia política e vivem dependentes de um município mais próximo. Na região, duas dessas localidades chamam atenção. Domélia, por exemplo, fica a 50 quilômetros de Agudos. A cidade mais próxima é Espírito Santo do Turvo, ex-distrito que emancipou-se de Santa Cruz do Rio Pardo na década de 1990. Já Vitoriana, no município de Botucatu, tem sua origem ligada à expansão da estrada de ferro.
Outra influência para a formação dos povoados é ter sido rota de viajantes durante os séculos 18 e 19.
Domélia surgiu depois do declínio do povoado de São Domingo de Tupá, com a falência da cafeicultura no início do século passado.
Com a alta do algodão, surgiu o povoamento até Amélia Augusto Ferreira, proprietária da fazenda Brasópolis, doar uma área de oito alqueires de terra para a formação do patrimônio, que já foi zona de influência de Santa Cruz do Rio Pardo até passar para o município de Agudos, que em 1933 adquiriu o distrito de Tupá (antigo São Domingos de Tupá que viveu seu apogeu no final do século 18).
Somente em 1934, pelo decreto nº 6.789, vai ser criado o distrito de São Cruz da Boa Vista (posteriormente Domélia) e Bandeirantes (atual Paulistânia). Nesta semana, o JC visitou o distrito de Agudos. Os moradores reivindicam a pavimentação de uma estrada de terra que faz a ligação até a SP-225.
Em outro ponto da região, no distrito de Vitoriana, pertencente a Botucatu, também a população pede melhorias na rodovias Geraldo de Barros (SP-191), que liga São Manuel a Santa Maria da Serra. Embora com população maior que Domélia, a dinâmica dos dois distritos são parecidas. As pessoas escolheram o local pela tranquilidade, mas os municípios têm dificuldades de levar os melhoramentos.
O deslocamento ainda é o principal problema: os moradores dependem de transporte público, que muitas vezes não tem horários. Também as ideias de emancipação fazem parte das conversas dos moradores. "Eu acho que seria melhor (a emancipação) para ter mais atenção", relata o pedreiro José Luiz Pereira, residente em Vitoriana.
A Vitoriana, que já teve estação ferroviária, está localizada perto do rio Bonito, onde há chácaras e ranchos, e é um dos locais muito procurados para lazer próximo ao rio Tietê.
Domélia 'sonha' com vicinal asfaltada
Reivindicação antiga dos moradores é a pavimentação asfáltica do acesso de 12 km até a SP-225 para facilitar deslocamento em dia de chuva
| Aurélio Alonso |
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| Placa indica o distrito de Domélia e a distância de 12 quilômetros numa estrada toda de terra que população quer ver asfaltada |
Uma placa com as letras apagadas logo no início da estrada de terra que se inicia após o trevo que sai da rodovia SP-225 indica: Domélia. O distrito tem outra ligação por estrada de terra que vai ao município de Agudos, com extensão de cerca de 50 quilômetros. Os moradores reivindicam há anos que o governo do Estado pelo menos asfalte os 12 quilômetros de estrada próximo a Espírito Santo do Turvo, para melhorar o deslocamento nos dias de chuva. Nunca foram atendidos pelas sucessivas gestões estaduais.
A opção por buscar a pavimentação dessa estrada é porque o asfaltamento dos 50 quilômetros entre o distrito e Agudos seria obra muito mais custosa, a ideal por ser ligação principal ao município, no entanto difícil de ser implementada.
O nome da localidade é homenagem à dona Amélia Augusto Ferreira, proprietária da fazenda Brasópolis, que doou a área para a formação do patrimônio de Boa Vista, depois passou para Santa Cruz da Boa Vista, quando o povoado ganhou status de distrito pelo decreto nº 6.789, de 23 de outubro de 1934, mas em 1938 ficou com o atual nome.
O povoado conviveu com o declínio de São Domingos de Tupá, a localidade que surgiu no final do século 18 e entrou em declínio no início do século 20 com a derrocada da produção de café até desaparecer.
Domélia tem sua origem com o período de plantio de algodão na área. A capela e as primeiras casas de tábuas foram construídas em 1924, aponta relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O distrito pertenceu a Santa Cruz do Rio Pardo e passou para Agudos, quando Tupá (antigo São Domingos) deixou de pertencer a Lençóis Paulista e passou para os agudenses. O nome Santa Cruz da Boa Vista vai aparecer em 1934 (data oficial da origem da localidade). A vida pacata no lugarejo é o que leva os moradores a residirem no distrito e gostarem dessa calmaria.
| Fotos: Aurélio Alonso |
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| Vitor Rodrigues, de 61 anos |
Conforme Vitor Rodrigues, 61 anos, em período que chove muito no distrito as duas vias de acesso ficam difícil de serem percorridas de carro, no caso a vicinal que liga até a SP-225 ou o "caminho por dentro", a estrada que leva ao município sede. "Todo período de eleição prometem a vicinal asfaltada, nunca sai", relembra Rodrigues.
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| Luiz Claudio Alves Marques do Vale |
O subprefeito do Distrito, Luiz Cláudio Alves Marques do Vale, confirma que empenho nunca faltou. "Eu fui junto com o atual prefeito Altair Francisco no final de 2017 em evento no Palácio dos Bandeirantes quando foi solicitado o asfalto, nunca saiu", ressalta.
Essa via de acesso passa por três municípios (6 quilômetros pertencente a Agudos), 4 quilômetros nas terras de Espírito Santo do Turvo e mais 2 km de Paulistânia. As duas últimas cidades já foram no passado distritos de Agudos e conseguiram a emancipação nos anos 1990.
Rodrigues, nascido e criado em Domélia, garante que não tem nada melhor do que a tranquilidade do local. "O que falta para melhorar mais é a vicinal que liga a SP-225 ser asfaltada. A distância de Agudos por dentro é grande. Muitas vezes precisamos recorrer a Águas de Santa Bárbara quando precisamos de ir a banco", cita.
Há um trecho de vicinal asfaltada que liga à rodovia Castelo Branco. Se precisar de ir a Agudos são cerca de 50 quilômetros.
Essas dificuldades de deslocamento já mobilizaram os moradores em busca da emancipação. A vizinha Paulistânia, já teve o nome de Bandeirantes e também pertenceu a Agudos.
"Domélia não tinha o número de eleitores suficientes. Se fosse hoje, com a vinda de assentamento de sem terra, quem sabe virava município", destaca Rodrigues.
| Aurélio Alonso |
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| Dona Juliana Alves da Silva e o marido Arnaldo Neri da Silva se mudaram da Capital para Domélia em 1996 |
Tranquilidade é o que atrai para ficar no distrito
O distrito de Domélia tem ruas asfaltadas, mercado, posto de saúde, igreja e escola. O deslocamento para os municípios vizinhos é a principal preocupação, principalmente quando precisa procurar assistência de saúde em Agudos ou Bauru. Em dia de chuva, a estrada tem muita lama. O principal acesso para Agudos tem 50 quilômetros e a outra ligação, para vir para Bauru, é de 12 quilômetros até a SP-225.
Uma alternativa é ir a Águas de Santa Bárbara por uma via asfaltada, mas esse caminho, para chegar em Bauru, tem que acessar a rodovia Castelo Branco, aumentando o trajeto em cerca de 120 quilômetros.
O vigilante de uma empresa de laranja Vitor Rodrigues, 61 anos, conta ao JC que esse isolamento é o que prejudica. "Acho muito bom esse lugar, se tivesse a estrada asfaltada não faltaria mais nada. O posto de saúde atende bem, a escola teve dificuldade, mas estão resolvendo, dependemos muito de Águas de Santa Bárbara para ir a banco", reclama. Rodrigues admite que o correto era Domélia ser distrito de Águas de Santa Bárbara, e não de Agudos, devido a proximidade.
O casal Arnaldo Neri da Silva, 67 anos, e Juliana Alves da Silva, 69 anos, também opinam que a pavimentação do acesso à SP-225 melhoria muito a localidade. Eles vieram de São Paulo em 1996 para o distrito. "Vim para cá pela tranquilidade. Descobri quando vinha no Natal visitar um irmão que residia aqui. A troca valeu", conta. E não são os únicos, há mais duas famílias que vieram da Capital.
Dona Juliana da Silva ressalta que teve problema de saúde nesta semana e, por causa da chuva, o deslocamento teve que ser até Águas de Santa Barbara para acessar a rodovia Castelo Branco e depois retomar para a SP-225 para vir a Bauru. Isso representa 120 quilômetros. O acesso por terra em dia de chuva para Agudos ou por Espírito Santo do Turvo é muito difícil. "Passei mal, tive que ir para Agudos. O meu filho foi pela rodovia Castelo Branco, o que representa dar volta por Espírito Santo para ir a Bauru e Agudos", conta.
Na época de eleição, o asfaltamento da via é sempre citado, comenta Arnaldo Nero da Silva, que emenda, sorrindo: "Nesse período eles (os políticos) asfaltam, fazem recape, fazem de tudo".
Distrito conviveu com o 'povoado perdido' de São Domingos de Tupá
| Adalto Dias Giafferi Prado |
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| Um dos últimos registros em fotografia tirado nos anos 1970 de São Domingos do Tupá |
Domélia começou a ser formada no começo do século passado, quando a alta do algodão virou um grande negócio em detrimento da cafeicultura. Em 1933, o patrimônio de Santa Cruz da Boa Vista mudou de nome para Domélia e conviveu com outro distrito pertencente a Agudos: Tupá, ex- São Domingos de Tupá, um povoado na bacia do rio Turvo, entre os atuais municípios de Agudos e Águas de Santa Bárbara.
Durante sua existência, teve o nome mudado para São João de São Domingos, São João da Floresta e, finalmente, Tupá. Mas também ficou conhecido por São Domingos do Tupá.
Os registros oficiais de São Domingos começam na década de 1830, com informações de que foi fundado por padres jesuítas no século 19 e servia de passagem para os bandeirantes.
A localidade foi um posto avançado na época do desbravamento do centro paulista e a mais antiga e única sede religiosa da região entre os anos de 1856 e 1890.
Somente ali eram feitos os registros oficiais, batismos e outros sacramentos na região, inclusive das recém formadas Santa Cruz do Rio Pardo, Espírito Santo do Turvo e Águas de Santa Bárbara.
Conforme a lei estadual nº 1.494, de 29 de dezembro de 1915, Agudos adquiriu de Lençóis Paulista o distrito de Tupá, que chegou a pertencer a Santa Cruz do Rio Pardo e teve status de comarca eclesiástica.
A decadência de São Domingos começou com a emancipação das localidades próximas, dos quais Santa Cruz do Rio Pardo. Em 1890, já não era mais sede religiosa nem política. Ainda teve alguma importância enquanto manteve vastas plantações de café em sua região. A crise do café, em 1929, selou o fim de São Domingos, na época denominada apenas de Tupá, escreve o memorialista Celso Prado.
Na década de 1940, o povoado de Tupá ainda existia oficialmente. Relatos indicam que a igreja permaneceu de pé até a década de 1980. O altar foi retirado de lá em 1966 e hoje está exposto no museu Plínio Machado Cardia, em Agudos. Atualmente, na área próxima a São Domingos tem assentamentos e acampamentos de sem-terra. A área no passado foi de índios de diversas etnias, expulsos pelo expansionismo sertanejo.
Distrito de Vitoriana na raiz da serra
A localidade teve forte influência com a chegada da estrada de ferro, que hoje nem mais existe; a área pertence ao município de Botucatu
| Fotos: Aurélio Alonso |
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| Antiga estação ferroviária de Vitoriana preservou as duas torres que sobraram da antiga estrutura onde funciona uma escola |
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| Capela Nossa Senhora das Vitórias, localizada no Distrito de Vitoriana, em Botucatu |
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| Ronaldo Aparecido Roberto e Maria Aparecida Leite sentados em banco da praça de Vitoriana |
No papel, o distrito de Vitoriana no município de Botucatu é de 1928. Localizado na raiz da serra com altitude de 525 metros acima do nível do mar, a povoação é muito antiga e foi importante ligação da Estrada de Ferro Sorocabana ao Porto Martins, em São Manuel. A estação ferroviária foi inaugurada em 1888, como ponta de linha com o nome de Victoria, informa o site Estações Ferroviárias Brasileiras. Em 1945, mudou o nome para Vitoriana. A localidade tem boa infraestrutura e se assemelha às localidades tranquilas dos demais distritos da região.
Também os acessos são as preocupações dos moradores. Uma das vias é a rodovia Geraldo de Barros (SP-191) com o asfalto em péssima conservação. Já a vicinal Alcides Soares é mais conservada, sem acostamento, mas chama atenção que é toda arborizada nas margens. O prolongamento dela do distrito até Botucatu é de cerca de 12 quilômetros com muitas curvas.
A prefeitura anunciou nesta semana que o Estado vai investir R$ 3,2 milhões na recuperação da via. A contrapartida do município é de R$ 700 mil. Estão previstos os 12 km entre Botucatu e o distrito e mais o trecho até o Rio Bonito.
A localidade viveu o apogeu com a chegada da ferrovia. A partir de 1 de junho de 1893, a estação passou a ser também ponto de saída para o ramal de Porto Martins, com a ligação da linha-tronco com o então novo ramal de São Manuel, construído pela Ituana e incorporado mais tarde pela Estrada Sorocabana. Essa importante ligação não existe mais.
O que sobrou do prédio da estação foi conservado e atualmente é uma escola. Vitoriana foi acampamento em 1924 dos revoltosos, registra o site Estações Ferroviárias. Com a construção de uma nova variante entre Juquiratiba-Botucatu, todo o trecho antigo que ligava a Vitoriana foi suprimido. A desativação da navegação fluvial da Sorocabana nos rios Tietê e Piracicaba, ocorreu em 1954.
O JC conversou com Ronaldo Aparecido Roberto e Maria Aparecida Leite que estavam sentandos em um banco na praça na manhã de quarta-feira. Ronaldo está há 9 anos na localidade e veio de Mairinque. A tranquilidade do lugar é o que leva a escolher o distrito, mas o desafio é o deslocamento ao município sede. Também já se cogitou buscar a emancipação. "A gente tem que organizar quando precisa ir a Botucatu", conta. Há uma linha de ônibus com 12 horários, mas há diminuição de opções nos finais de semana e feriados.
Conforme Ronaldo e Maria Aparecida, a infraestrutura da localidade é boa. Há unidade da saúde da família construída em um prédio enorme. Ao lado tem uma quadra sem balizas.
Uma reclamação é a demora na recuperação do asfalto da rodovia Geraldo de Barros, a ligação para São Manuel e Santa Maria da Serra até Piracicaba. A outra alternativa é o caminho que liga a Botucatu. Na localidade não tem agência bancária.
| Aurélio Alonso |
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| Ivone Pinheiro Roberto reclama do barulho no fim de semana |
Dona Ivone Pinheiro Roberto, 70 anos, mora há 40 anos em Vitoriana. Ela veio de uma colonia da Usina São Manoel. "Aqui falta mais polícia para pôr ordem. Só vem aqui quando alguém mata um. Precisa de vir para a gente dormir sossegada", comenta.
Ela cita que nesta semana foi furtado um caminhão, tipo de ocorrência não muito comum na localidade. Um morador procurou a Polícia Civil de Botucatu para comunicar às autoridades o furto do seu caminhão na madrugada da terça-feira (15).
O distrito é a principal rota de acesso do município com Piracicaba entre outras cidades menores. O caso será investigado pela Delegacia de Investigações Gerais para apuração dos fatos.
O caminhão estacionado e carregado com areia, em uma das vias do Distrito na noite de segunda-feira (14), sumiu na madrugada de terça. Era assunto mais comentado porque índice de violência na localidade é baixo.
Dona Ivone admite que a localidade é realmente tranquila, mas reclama de barulho de som nos finais de semana. De acordo Ronaldo, falta diversão no local e o som alto acaba sendo um motivo de importunação aos moradores.
O posto de saúde tem médicos, mas a falta de alguns medicamentos como insulina e teste de glicose é citado por Dona Ivone.
| Aurélio Alonso |
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| Pedreiro José Luiz Pereira, de 51 anos |
Morador pede mais horários de ônibus no final de semana
Uma característica de distrito é sua localização longe da zona urbana. A grande dificuldade é a locomoção. Muitos moradores não têm condução própria e sempre ficam na dependência do transporte público.
Na Vitoriana, durante a semana há vários horários, quase que de hora em hora, mas há diminuição de coletivos no sábado, domingo e feriados, quando cai o fluxo.
O pedreiro José Luiz Pereira, 51 anos, que reside na frente da escola onde foi a antiga estação ferroviária da localidade, admite que também nos finais de semana deveria ter coletivo de hora em hora. "Se você for ver, Vitoriana é mais antiga do que Botucatu. Ela só não cresceu, acredito que aqui tem cerca de 6 mil habitantes. São poucos horários nos finais de semana de ônibus para Botucatu. Já reivindicamos isso, mas não atende. Em bairros de Botucatu é de hora em hora e no distrito deveria ser a mesma coisa", declara.
Sentando em uma cadeira embaixo da sombra de uma árvore, José Pereira recorda que houve articulações para a emancipação do distrito, no entanto, não se concretizou. "Eu acho que seria melhor para ter mais atenção. O que mais a gente precisa aqui é uma indústria para gerar emprego. Já teve empresa de acabamento de peça para Brashidro, mas fechou", relata Pereira.
Outra reclamação do morador é a dificuldade de conseguir emprego em Botucatu. De acordo com ele, o fato de citar que reside na Vitoriana atrapalha nas entrevistas e nas contratações. "Não sei o motivo, somos discriminados. Está tudo certo quando a gente faz a entrevista, mas é dar endereço que é da Vitoriana vem a dificuldade. Não sei o motivo", relata.
Pereira faz ressalva à Indústria Caio, que contrata e oferece transporte para buscar os trabalhadores. Outras fontes de emprego são a Duratex e Eucatex. Sobre a melhoria das estradas, Pereira cita que houve liberação de verba para recapeamento. "Estamos aguardando. Em outra ocasião, também anunciou a destinação de recursos e a obra não saiu", finalizou.










