Tribuna do Leitor

Vai escrever ou quer que desenhe?

Paulo Neves (procurando emprego)
| Tempo de leitura: 2 min

No curso de História, aprendi sobre Mitos. Onde fiz História? Na antiga, gloriosa, charmosa Fafil (Faculdade de Filosofia e Letras), naturalmente não existiria hoje, ainda mais juntando História e Filosofia. Estávamos em pleno maio de 68, as coisas borbulhavam, professores nos instigavam a pesquisar, ler, estudar e entender as voltas que o mundo dá. Vejam bem: estávamos na ditadura e brigávamos bem, até eu, um professorzinho e nada, mas, presidente do Diretório Veritas, fui parar no Dops.

As coisas aconteciam!

Dia desses ouvi na televisão o grito de mito! Mito! Vocês estão de brincadeira! Mito para quem? Pelo amor de Deus, menos, menos... não sabemos nem a História do Brasil, não sabemos dialogar, temos medo de enfrentar até aqueles salvadores da classe-média brasileira, aqueles péssimos jornalistas da TV Globo.

Mito são narrativas utilizadas pelos povos gregos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza, as origens do mundo e dos homens (esse mito não tem esse gabarito), que não eram compreendidos por eles. Os mitos utilizam de muita simbologia (não adianta explicar o Mito para o mito, é muito para cabeça!), personagens sobrenaturais (não é o Gasparzinho, mito!), deuses e heróis (coisa que o mito passa muito longe)

Um dos objetivos do mito era transmitir conhecimento ( tem que rir muito) e explicar fatos que a ciência não explicava.

Para encerrar: "A noite todos os gatos são pardos". Eu vou desenhar, para o mito, que fica mais fácil. Ideia básica é que TODAS as coisas são semelhantes, ou iguais no escuro, deu pra entender?...

Não tinha tempo de pesquisar os livros de História sobre os mitos, que são geniais, então pesquisei o senhor Google, agradeço de coração. Portanto, mito é outra coisa, menos, menos, menos, bem menos!

Saudações de um professor de História do Brasil, desempregado há 7 meses. Com o agravante: tem diretor de escolas famosas que nem atende, passa batido. Passamos uma situação muito crítica, mas com dignidade, honra, ética, oral, sem mentiras e podendo olhar no rosto de qualquer um.

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