Tribuna do Leitor

Que rei sou eu?

Sônyah Moreira
| Tempo de leitura: 1 min

Estou em brotoejas! Não consigo mais ficar calada, é urgente meu desabafo. Já estamos com exatos 31 dias de novos governantes e a pergunta que não quer calar é 'Que rei sou eu?' Para os amantes de novelas, o titulo deve lembrá-los da não tão ficção da qual me refiro. A belíssima história escrita por um gênio da dramaturgia, Cássio Gabus Mendes (1927 - 1993).

O reino fictício chamado de Avilan caiu no colo de uma rainha histérica, louca, todavia, pouco ou quase nada um governante faz, a não ser que se autodenominem ditadores. Os verdadeiros governantes são os conselheiros, traduzindo para nossos dias, ministros. Sim! São eles que em geral ditam as regras nos reinos, claro que com conivência de sua majestade.

Nesta ficção existe um conselheiro honesto e perfeito cavalheiro, dando o privilégio à sua bela e digníssima esposa o direito de saber escrever, uma aberração para época. Tal feito gera invejas e paixões por parte da nobreza.

O pior inimigo do conselheiro honesto é o bruxo da corte, trocando para os dias modernos, o ministro da Casa Civil, um cargo perigosíssimo, cheio de artimanhas e com poderes ilimitados. Vamos deixar o reino de Avilan e retornarmos para nosso, que está bem próximo de uma queda da Bastilha, que breve terá várias cabeças a rolarem na guilhotina.

Onde quero chegar com estes rodeios absurdos? Simples! "O povo põe, o povo tira". Diferente de um herdeiro de um reinado. Aqui ainda impera o poder do voto. Precisamos ficar atentos para os bruxos Ravengar, que se aproximam com sortilégios e interesses escusos para manobrar a seu favor. Fiquem alertas, caros plebeus, com os inimigos de nosso reino chamado Brasilan!

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