Tribuna do Leitor

Brasil, olha pra cima!

João Álvares - Jornalista
| Tempo de leitura: 2 min

Com o titulo acima, o senhor Hugo Evandro Silveira, eminente pastor titular da Igreja Batista do Estoril (55 anos atuando Deo Gloria), começou sua belíssima crônica, no último domingo, no JC (pág. 24). Escrevendo sobre os dias difíceis em que vivemos, também a grande parte da sociedade mundial, tudo isso me fez lembrar da vida da madre Tereza de Calcutá. Ela, ao chegar em Calcutá, na Índia, se deparou com uma violenta miséria, pessoas morriam sem atendimento nas ruas e no dia seguinte eram recolhidas por caminhões, como se fossem lixo.

A religiosa não teorizou o problema, não se escondeu em desculpas e sequer esperou ter para fazer... Simplesmente arregaçou as mangas e começou a levar para o convento os abandonados que encontrava...

Muitas dessas pessoas estavam em estado terminal e não puderam ser salvas da mortes, mas encontraram nos braços da freira um pouco de dignidade. Certamente a religiosa gostaria de disponibilizar uma unidade de terapia intensiva (UTI), atendimentos especializados e remédios adequados, mas enquanto isso não era possível, empregou suas forças em gestos simples como fazer um curativo, dar um alimento, um copo de água ou um banho.

Aliás, ao dar um banho num doente ouviu de alguém: nem por um milhão de dólares eu faria isso. Resposta das Madre Tereza: Nem eu!... Impressiona o fato de que em meio de tanta pobreza Madre Tereza enxergasse uma necessidade ainda maior: no mundo há mais fome de amor e de apreciação do que de pão...

Ela dizia: o dinheiro não é suficiente, o dinheiro pode ser obtido, mas eles precisam de seu coração para amá-los...

Diante de tanto sofrimento, não media esforços e não queria perder tempo: nós mesmo sentimos que o que fazemos é uma gota no oceano, mas o oceano seria menor se essa gota faltasse...

Madre Tereza faz falta nas ruas de Calcutá, na Europa dos refugiados e aqui no Brasil, onde sobram discursos, mas escasseiam caráter, coerência, atitude e amor...

Comentários

Comentários