| Andres Martines Casares/Reuters |
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| Forças de Segurança de Maduro entram em confronto com caravana de parlamentares dissidentes |
| William Urdaneta/Reuters |
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| Venezuelanos são vistos na fronteira com o Brasil fazendo fila para ir em busca de ajuda |
Caracas - O ditador Nicolás Maduro anunciou que fecharia totalmente a fronteira com o Brasil a partir das 20h dessa quinta-feira (21). Mas o fato ocorreu às 15h do mesmo dia, segundo o governo de Roraima. O anúncio de Maduro foi feito durante uma videoconferência com representantes de forças militares das oito regiões venezuelanas.
Em uma operação coordenada com os EUA, o governo Jair Bolsonaro vai permitir o uso de território brasileiro para que opositores do ditador Nicolás Maduro tentem levar ajuda humanitária à Venezuela em ato marcado para amanhã.
Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, Bolsonaro determinou que o Brasil dê apoio logístico para que caminhões conduzidos por venezuelanos da oposição busquem mantimentos em Pacaraima e Boa Vista, em Roraima.
Maduro também avalia o fechamento total da fronteira com a Colômbia. O principal local de envio de ajuda é a cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela. Os produtos foram enviados à cidade por aviões dos EUA.
A Venezuela vive a pior crise política e econômica de sua história, com grave escassez de remédios e hiperinflação. Segundo a ONU, desde 2015, cerca de 2,3 milhões de venezuelanos fugiram do país.
FECHAMENTO ANTECIPADO
A fronteira terrestre entre Brasil e Venezuela foi fechada às 15h desta quinta-feira (21), seis horas antes do que havia sido anunciado, disse o governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL) que estava em Brasília cumprindo agenda administrativa.
Denarium disse ainda não ter informações sobre eventual corte de energia no estado, já que ela é oriunda da Venezuela.
O governador de Roraima disse que a ideia é manter o apoio logístico para que os caminhões venezuelanos sejam abastecidos com alimentos e remédios.
Segundo Denarium, os caminhões serão abastecidos em Boa Vista e escoltados pela Polícia Rodoviária Federal até a fronteira. O governador afirmou que, mesmo que os caminhões não consigam atravessar para a Venezuela, os suprimentos serão distribuídos aos venezuelanos que estão do lado brasileiro da fronteira.
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Guaidó
O líder opositor Juan Guaidó, reconhecido pela coalizão integrada pelo Brasil como presidente interino da Venezuela, iniciou nessa quinta-feira (21) uma caravana em direção à fronteira do país com a Colômbia.
O objetivo da caravana, que percorrerá 900 km, é receber a ajuda humanitária enviada ao país caribenho.
Segundo Guaidó, brigadas de voluntários irão buscar a ajuda em vários pontos dos estados de Táchira e Bolívia, no sul.
Em alguns trechos da fronteira, houve confronto entre simpatizantes de Guaidó e as forças de segurança do governo do ditador Nicolás Maduro, que ordenou nesta quinta o fechamento da fronteira terrestre com o Brasil e disse que estuda fazer o mesmo com a Colômbia.
Partiram também do leste de Caracas ônibus com um grupo de deputados da Assembleia Nacional, de maioria opositora. Os parlamentares afirmam que o grupo tem um plano alternativo caso não consiga permissão de seguir adiante.
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