Nacional

Com previsão de mais chuvas em SP, risco de transbordamentos permanece

Estadão Conteúdo e Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Após as fortes chuvas que deixaram pelo menos 12 mortos e quatro feridos, a previsão para os próximos dias é de pancadas de chuva com possibilidade de momentos de forte intensidade na capital paulista.

O Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE) o que mantém São Paulo em alerta para o risco de desabamentos de rios e córregos, deslizamentos de terra em áreas de risco e alagamentos intransitáveis. O Climatempo informou que as áreas de instabilidade permanecem, mas sem risco de temporal.

Entre este domingo, 10, e esta segunda-feira, 11, foram cerca de 9 horas de chuva forte na Grande São Paulo, que afetou principalmente os bairros das zonas sul, centro e leste da capital paulista. Os municípios da Grande ABC também foram atingidos.

Segundo o CGE, nesta terça-feira, 12, as pancadas de chuva devem ocorrer principalmente nos finais de tarde com a elevação das temperaturas a partir desta terça O sol virá entre nuvens pela manhã com sensação de tempo abafado, com previsão de mínima de 18ºC e máxima de 27ºC.

O CGE informou que o risco de transbordamento de rios e córregos permanece, bem como a formação de alagamentos intransitáveis e deslizamentos de terra em áreas de risco. Na quarta-feira, 13, a previsão é semelhante.

Os termômetros devem marcar 19ºC e o dia deve amanhecer nublado. As chuvas previstas podem ocorrer entre o meio da tarde e o início da noite, com pancadas de forte intensidade.

Prejuízo

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estimou em R$ 45 milhões os prejuízos ao comércio causados pelas chuvas e alagamentos que atingiram a capital paulista e a região do ABC Paulista. O cálculo da entidade considera apenas o impacto sofrido pelo comércio nesta segunda-feira (11). 

De acordo com a FecomercioSP, o valor representa 0,2% do faturamento total do mês de março nas regiões do ABC e da capital paulista. Segundo a entidade, os setores mais afetados são aqueles suscetíveis a compras não programadas, como supermercados, farmácias e lojas de roupas, além do grupo denominado “outras atividades”, como artigos esportivos, livros e revistas.

“Num dia atípico como o de hoje, são vários os aspectos que impactam as vendas. O primeiro é que muitos trabalhadores, em acordo com a empresa, optam por não se deslocar [até o local de trabalho] e permanecem em casa. Além disso, o trabalhador que, em sua hora de almoço ou fim de expediente, poderia passar na frente de estabelecimentos comerciais e shoppings e comprar alguma coisa por impulso, não efetuará”, destaca, em nota, a FecomercioSP. 

A entidade ressalta que a dificuldade dos lojistas para chegar até seus estabelecimentos comerciais também causa impacto negativo nas vendas de produtos.

De acordo com a FecomercioSP, os pequenos negócios são os que devem ter mais prejuízo, já que contam com menor número de empregados e menos alternativas para se manterem abertos.

Comentários

Comentários