"Essas coisas são assim mesmo", "foi uma fatalidade"... Atrás dessas e mais uma porção de frases feitas, e de ações não feitas, se formam as tragédias do nosso cotidiano que vêm sendo absorvidas por nós, bauruenses, paulistas e brasileiros, do modo mais pacífico que poderia haver. Ontem, mais uma tragédia e do jeito que vai o curso das águas, logo virão outras que nos farão esquecer desta, e assim sucessivamente, salvo se nós mesmos formos vitimados ou um dos nossos, Deus que nos livre.
E, parafraseando Bob Dylan na questão do rio que transbordou, não seria preciso ser um meteorologista par saber que o nível pluviométrico da chuva ontem foi além do normal, mas o que seria o normal nessa "Avenida Pacífica" por onde vêm duas "ex-ferrovias" sem respeito algum à população ou as leis, uma quantidade grande de gente envolvida com o tráfego de alguma forma, um "rio esgoto" a céu aberto, prédios públicos abandonados, que viciados vêm usando como dormitório e outras coisas mais.
Hoje de manhã desci com minha bike para ir trabalhar do lado de lá (moro na Bela vista e trabalho na Vila Pacífico), ainda pude ver dois carros dentro do leito do "rio" ambos destruídos. Pensei nas pessoas que perderem suas vidas ali, segui em frente e me veio à cabeça e se a chuva coincidisse com a fila de carros presos ali sem poder ir nem vir por causa dos trens que ali "deitam e rolam" literalmente, impedindo pelo tempo que bem quiserem a passagem e sem ter quem os cobre em relação a isso.
É, a tragédia poderia ter sido bem pior, com a pena de ainda acharem que eu estaria exagerando, só que não!
Senhor Clodoaldo Gazzetta e autoridades "presentes", vamos esperar pelas próximas fatalidades?