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| O Rio Tietê no reservatório de Barra Bonita passa a ficar menos poluído, depois de praticamente receber uma forte carga poluidora de esgoto e de indústrias na capital e Grande São Paulo |
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| Barra Bonita depende muito do rio Tietê, onde recebe turistas e integra a hidrovia Tietê-Paraná |
O rio Tietê renasce quando chega ao reservatório de Barra Bonita. É comum ver nas margens do manancial e, próximo da centenária ponte Campos Salles, pescadores amadores fisgando peixes, como ocorria na tarde nublada de quarta-feira onde os jovens Mateus Carvalho, de 20 anos, e Hainny Ferreira Dias, 19 anos, pacientemente seguravam, cada um uma vara de pesca, acompanhado de uma garça que surgiu no local em cima do apeldre que protege a margem, esperando alguma sobra de peixe. Apesar da fama de rio poluído na Grande São Paulo, é possível pescar a partir desse trecho, diferente do trecho que corta a capital paulista.
A situação do Tietê melhora, mas ainda falta muito investimento para a redução da carga poluente de esgoto doméstico que funciona como alimento para proliferação de algas e aguapés e afeta as praias criadas artificialmente para impulsionar o turismo, como a de Igaraçu do Tietê, localizada no outro lado de Barra Bonita, ou de Sabino, próximo a Lins.
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| Os jovens Mateus Carvalho e Hainny Ferreira Dias pescam bem próximo da ponte Campos Salles |
Mas a situação dos rios como um todo no país é considerada boa e própria para consumo somente em 6,5%. E o Brasil tem uma das maiores reservas de água doce do planeta. Os dados divulgados nesta semana no Dia Mundial da Água, comemorado na sexta-feira, pela Fundação SOS Mata Atlântica, aponta que, de 272 pontos de coleta de água monitoradas, um total de 220 rios, 74,5% apresentam qualidade regular, 17,6% são ruins e, em 1,4%, a situação é péssima. "Os rios brasileiros estão por um triz, seja por agressões geradas por grandes desastres ou por conta dos maus usos da água no dia a dia. Nossos rios estão sendo condenados pela falta de boa governança", disse a especialista em água Malu Ribeiro, no site da SOS Mata Atlântica.
O presidente da ONG Mãe Natureza, Helio Palmesan, relata que a situação do Tietê só não é pior, porque ao longo dos 300 quilômetros de trecho, ocorre uma "depuração" da água, porque ela ao passar por corredeiras vai recuperando a qualidade em direção ao interior.
Em Sabino, a proliferação de algas tem deixado prejuízos para o turismo da cidade. O problema atinge tanto o Médio como o Baixo Tietê, tendo como uma das causas o lançamento de fertilizantes de forma desordenada nos mananciais e dejetos domésticos sem tratamento nos rios, o que favorece o aumento devido seus nutrientes como nitrogênio e fósforo.
Qualidade da água melhora na região
Helio Palmesan,da ONG Mãe Natureza, diz que rio Tietê renasce na região de Barra Bonita, mas poluição da capital ainda é o problema no manancial
| Fotos: Malavolta Jr. |
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| Aguapé e proliferação de algas são também problemas que 'atrapalham' pelo descontrole ambiental e por 'invadir' margens do Tietê |
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| Hélio Palmezan afirma que a despoluição total do rio Tietê só deve ocorrer entre 2030 e 2035 |
Não só por dever de ofício, afinal o capitão Helio Palmesan conhece cada palmo do rio Tietê, principalmente por conduzir embarcações por suas águas fluviais, mas passou também a cuidar ambientalmente desse manancial que corta o Estado de São Paulo, seguindo no sentido contrário do mar. O Tietê nasce em Salesópolis, recebe uma carga poluente na capital e arredores, segue seu curso pelo interior e, após 300 quilômetros cortando cidades e corredeiras, passa a ganhar vida no reservatório da barragem de Barra Bonita, onde é possível pescar e tomar até um banho nas suas margens.
Mas a poluição de esgoto existe, precisa ser reduzida ou eliminada a longo prazo. O governo tem investido recursos próprios e até financiamento do Banco Mundial, mas o desafio é grande. Palmesan preside a Organização Não Governamental (ONG) Mãe Natureza de Barra Bonita, já conhecida na região e no estado, em defesa de políticas públicas para melhorar ambientalmente o Tietê e seus afluentes.
O rio gera riquezas no incentivo ao turismo, na viabilidade econômica da hidrovia Tietê-Paraná, na geração de energia elétrica e na sobrevivência dos municípios, que ficam próximo das duas margens. Na sexta-feira, comemorou-se mais um Dia Nacional da Água, instituído pela ONU para mobilizar governos e sociedade sobre o tema. E o Tietê com a fama de um rio poluído, feio, passa a ter vida quando chega à região, no reservatório de Barra Bonita. A seguir Helio Palmesan explica o "milagre" do Tietê melhorar no interior, mas a proliferação de algas e aguapés têm atrapalhado o turismo em muitas cidades e é outra consequência dos poluentes e do desequilíbrio ambiental.
JC - Como está as condições da água do rio Tietê na região?
Helio Palmesan - Era para estar pior. Barra Bonita é o primeiro grande reservatório onde chega a poluição proveniente da Grande São Paulo, mas acontece um 'milagre' nesse trecho de 300 quilômetros que se distancia da capital, aonde o rio Tietê ao passar na região de Salto, Cabreúva, Pirapora, atravessa corredeiras, onde a água é zero de oxigênio. Nessa agitação entre as pedras, a água adquire alguns miligramas de oxigênio e começam a surgir bactérias e micro-organismos que vão consumir a poluição. Apesar do nome pejorativo poluição, esses resíduos têm muita matéria orgânica que fazem proliferar os aguapés, que se diferenciam da alga cianofícea. O aguapé tem raízes encabeladas que funcionam como um filtro, também tem se proliferando demais e traz alguns problemas à navegação. Existe um processo de autodepuração no rio que faz com que Barra Bonita tenha se tornado um ponto em que o rio Tietê começa a ter vida novamente. A fama para o mundo do Tietê é o rio ruim poluído da capital. Essa autodepuração do Tietê no Interior é que faz a diferença em comparação ao que se vê na capital. Claro que a 5ª etapa do Projeto Tietê e Projeto Água Limpa, que começou em 2005 contemplando investimento para construção de estação de tratamento de esgoto para cidades de até 20 mil habitantes, ajudaram a reduzir a carga poluente de esgoto doméstico. Estamos lutando para que o Água Limpa inclua também cidades com 40 mil habitantes.
JC - A poluição das algas tem sido um problema para o turismo, porque deixa a água com mau cheiro e sem condições de banhabilidade? Há também os aguapés que atrapalham a navegação. Qual deles é pior?
Palmesan - Os aguapés são plantas macrófitas sem mal nenhum, mas a alga que deixa o rio esverdeado não é uma planta: chama-se cianofícea - conhecida de algas azuis, na verdade, de cor verde quanto está viva e quando morre ficam azulada e roubam muito oxigênio da água. As algas gostam de matéria orgânica - o problema no interior do Estado é que além do esgoto das cidades serem despejados sem tratamento, temos ausência de mata ciliar que é o escudo do rio que poderia filtrar e absorver os fertilizantes que têm sido jogados em áreas sem curva de nível, fazendo com que eles cheguem rápido aos mananciais. O fertilizante é rico em nutrientes como nitrogênio e fósforo. A luz solar - tivemos temperaturas de 40.º graus em algumas regiões - que ajuda na proliferação. Essa é a sopa que a alga gosta. Por isso ocorreu essa proliferação no baixo Tietê, lembrando que de Promissão em diante é considerada a melhor região do rio. Onde a água quase volta a ser potável como na nascente. Se medir os nível de oxigênio do reservatório de Barra Bonita, vai encontrar 3 miligramas/litro de oxigênio (nível baixo, o ideal é de 6 ml/litro para cima). No baixo Tietê, o índice de oxigênio é alto de 6 ml/litro, então a água bastante oxigenada é um fator que faz a alga proliferar numa região em que a água do Tietê é maravilhosa.
JC - O que precisa ser feito para combater essa proliferação de alga?
Palmesan - É preciso rever o uso de fertilizantes na lavoura, recuperação de mata ciliar e tratamento de esgotos das cidades. O esgoto não tratado gera muitos nutrientes para as algas.
JC - Qual problema principal atualmente de poluição no Tietê?
Palmesan - Ainda é a poluição do esgoto doméstica que precisa ser combatida com investimentos em estações de tratamento. Isso não foi resolvido ao longo do mananancial. O maior problema do Tietê é na Grande São Paulo, com 20 milhões de pessoas. Na Europa os rios Tâmisa e Sena começaram a ser tratados no século 19 e continuam a ser tratados até hoje. Se me perguntar se existe uma data para despoluição do rio Tietê, vou dizer que é para 2030 e 2035. Se não resolver a poluição de São Paulo, não resolve aqui. Ainda é flagrado com frequência indústrias na calada da noite despejando seus efluentes sem tratamento no rio. O que cabe ao governo é aparelhar mais seus órgãos fiscalizadoras. As agências ambientais têm gente competente e sabem do assunto.
Plantio de árvore recupera nascente
Uma parceria, entre a ONG Mãe Natureza, as Secretarias de Estado de Meio Ambiente, da Agricultura e Abastecimento e Banco Mundial, ajudou na recuperação de 18 áreas degradadas cedidas por pequenos e médios proprietários rurais no município de Mineiros do Tietê.
O presidente da ONG Mãe Natureza, Helio Palmesan, explicou que os trabalhos de recuperação contaram com a mão de obra dos próprios proprietários. "Isso foi o mais importante por ter apoio de quem conhece a terra", contou. Cada agricultor ganhou R$ 40 por dia para fazer o plantio e acompanhar o desenvolvimento das plantas.
A recuperação é demorada. No sítio Santo Antonio, a recuperação teve início em 2007, mas começa a apresentar bons resultados neste ano, conforme relata um dos proprietários da área Marivalter Valentim Girard. "Só tinha uma nascente, só começar a plantar as árvores já tem duas nascentes e muita água", contou o produtor rural.
Além do plantio tradicional de 1.666 árvores por hectare, também teve plantios alternativos, com espécies produtivas como jabuticaba, mamão, entre outras, plantas rasteiras (abóbora, quiabo) para sustento dos produtores rurais.
Quando teve início a recuperação, a área estava degredada e formava um pasto, próximo da nascente que brotava no sítio onde vai formar o ribeirão São João, tributário do rio Jaú.
Palmesan destaca que a recuperação é demorada, porque após o plantio das mudas, teve que que controlar o aumento de formigas que quase ameaçou o crescimento das árvores. Oito cidades no Estado foram escolhidas para participar desse projeto, que foi acompanhado em Mineiros do Tietê pela ONG Mãe Natureza.
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Sabino sofre com ‘poluição’ de algas
Situação se agravou neste ano e prejudica turismo no pequeno município; plano é aumentar vazão de canal do Tietê com bombeamento de água?
| Divulgação |
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| A água fica esverdeada e exala mau cheiro devido a proliferação de algas em Sabino |
| Prefeitura de Sabino |
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| Prefeito de Sabino, Éder Ruiz Magalhães de Andrade, busca aumento da vazão para melhora escoamento das algas |
O mau cheiro e a água esverdeada espantam o turista na pequena Sabino que recebe as águas do rio Tietê em um remanso que foi formado com a criação do reservatório da usina de Promissão e possibilitou a criação da praia, principal atrativo da cidade. Os últimos meses têm sido difícil para comerciantes e todos aqueles que vivem do turismo.
O Ministério Público de Lins move ação civil pública contra o governo estadual e até a concessionária hidrelétrica. O prefeito de Sabino, Éder Ruiz Magalhães de Andrade, busca o apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente para que possa tomar medidas de redução dos efeitos da "poluição" provocada pelas algas.
O professor doutor na área sanitária da Escola de Engenharia de Lins Luis Fernando Rossi Léo vem auxiliando o prefeito e propôs um projeto para tentar reduzir a proliferação de algas.
Neste ano, no Carnaval cerca de 2 mil pessoas passaram pela cidade, quantidade considerada pequena. Em anos anteriores, o público que passava pela cidade nos dias da folia chegavam a cerca de 30 mil pessoas, conforme informação da administração municipal. As péssimas condições da água espantaram o turista de vistar a prainha. Além da água esverdeada, ela exala um mau cheiro insuportável.
Nesta semana, o prefeito Éder Luiz Magalhães explicou que as algas estavam em menor quantidade, mas parada nas encostas dos três "braços" que recebem a água do Tietê. Ainda exalava um cheiro forte, mas não tão intenso dos últimos 15 dias.
Magalhães vem conversando com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente para aumentar a vazão de água que entra nesse remanso.
O prefeito admite que esse problema agravou neste ano e inviabiliza o turismo na cidade. "Essas algas são formadas por excesso de nutriente e fósforo. Isso vem de esgoto tratado e o não tratado e dos fertilizantes. Esse excesso de nutriente prolifera a alga. Como aqui a parte do rio é um braço (canal) do Tietê, a alga para na encosta. Em Sabino a incidência é maior do que ao longo do Tietê. O canal do rio é mais perto do 'braço'' por isso espalha mais para cá, impulsionada pelo vento", explica o prefeito.
A proliferação de algas se acentuou neste ano, embora 2017 e 2018 há registro não com tanta intensidade como atualmente e no ano de 2016. "Isso agravou por conta da chuva fora de época e calor intenso. Esses fatores elevam demais a proliferação de algas", cita o prefeito.
MP cobra plano contra poluição na Justiça
A Promotoria do Meio Ambiente ajuizou ação civil pública que determina a AES Tietê Energia S/A e Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cesteb) para apresentarem projeto com objetivo de acabar com a poluição das águas provocadas por resíduos industriais e domésticos.
Todas as partes estão recorrendo da decisão. A ação também pede o reflorestamento de toda a mata ciliar da bacia hidrográfica do Rio Tietê e seus tributários, compreendendo extensa área, desde a barragem da usina hidrelétrica de Promissão, até o reservatório formado pelas usinas de Ibitinga e Barra Bonita, em razão da excessiva proliferação de algas, que impacta diretamente na qualidade da água.
O objetivo da ação é identificar as fontes de lançamentos de dejetos com nutrientes sobretudo o fósforo e o nitrogênio (principais fontes de alimentos das cianofíceas).
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Aguapé atrapalha praia de Igaraçu do Tietê
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| Prainha de Igaraçu do Tietê sofre com proliferação de aguapé, o que atrapalha o turismo |
A Estância Turística de Igaruçu do Tietê enfrenta dificuldades para emplacar o turismo. A cidade divide o rio Tietê com Barra Bonita. A prefeitura vem fazendo ampla reforma na orla. A praia na última semana estava imprópria, devido a proliferação de aguapé que, em grande quantidade, também atrapalha a navegação e por se concentrar na margem fica também difícil para que pretende banhar-se nas águas.
O diretor de Turismo de Igaraçu do Tietê, Juarez Sbeghen, explicou que a proliferação de aguapé ocorre ao longo de todo o rio Tietê. "O aguapé vem rio acima, isso ocorre quando abre as comportas da barragem. Não brota aqui. Há poucos dias desceu grande quantidade, porque os vertedouros da barragem estavam abertos", citou.
Embora não seja poluição, o aguapé é até um "filtro" para remover poluentes, mas a proliferação dificulta o uso da praia. A grande quantidade da planta acabou se concentrando na margem. "Já foi feita remoção há pouco tempo com máquina, como está descendo muito da planta, teve que parar. Com o andamento das obras na praia, em breve deve ser removido. Não tem como remover tudo e já chegamos até a consultar um químico. Não tem como acabar. Tem que remover e soltar na própria natureza", declarou.
O aguapé também traz problemas para a navegação e no compartimento da câmara da eclusa também tem se proliferado.
O aguapé é considerado uma ''espécie-praga', quando se alastra sem controle, tomando a superfície de reservatórios de hidrelétricas ou de abastecimento. E chega a impedir a navegação em lagos e rios.
Apesar dessa má fama, a planta também ganhou notoriedade como faxineiro das águas, capaz de remover poluentes orgânicos. Em geral, a espécie prolifera de maneira exagerada em águas excessivamente ricas em matéria orgânica. Porém, quando instalada em sistemas controlados de tratamento natural de efluentes, sem químicos, essa planta aquática é um excelente agente de limpeza. Em Igaraçu do Tietê, a proliferação da planta também ocorre, porque a água do Tietê é rica de nutrientes provenientes de esgoto e de fertilizantes.
Proposta é aumentar vazão para escoar algas
O professor doutor da Escola de Engenharia Civil do Centro Universitário de Lins Luís Fernando Rossi Léo é o autor de um projeto para reduzir a quantidade de algas, que estão nas encostas e ao longo do canal que recebe água do rio Tietê, em Sabino. A ideia é instalar bombas no meio do Tietê e um duto numa extensão de seis quilômetros submerso para puxar a água e aumentar a vazão do remanso.
"O que é proposto é parecido com o que foi feito na Cantareira em São Paulo quando houve bombeamento de água do volume morto para o reservatório, no período de escassez de água na capital. A ideia é instalar um motor com bombas de sucção no trecho do rio Tietê e uma tubulação aquática que vai jogar essa água para as nascentes. Isso ajuda a aumentar o volume de água", explica.
O engenheiro Luis Fernando explica que o objetivo é fazer um aumento de vazão artificial no "braço" do canal que recebe a água do Tietê. Há uma concentração de algas no local que não se renova por alta de correnteza.
O projeto consiste em colocar um conjunto de bombeamento no meio do rio Tietê para captar a água numa profundidade maior para puxar a água com temperatura mais baixa e bombear por seis quilômetros para o início do "braço" do canal. "Isso é para que possa reduzir o crescimento de algas. Esse bombeamento vai fazer com que as algas não vão se concentrar nas encostas, vai ter um maior fluxo de água para o Tietê, levando parte da alga", explica.
Pelos cálculos do professor, vão ser transportados 2.000 litros de água por segundo. O professor cita que um segundo efeito é que vai levar água mais fria, ajuda a combater a estratificação térmica (aquecimento), o que faz concentrar as algas na superfície. "Não existe nenhuma novidade em termos de conhecimento científico. Tudo isso está escrito em livros há décadas", explica o professor.








