| Renan Casal |
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| Passeata promovida pela Ordem DeMolay reforçou a luta que Bauru trava contra a dengue |
Neste domingo (24), a Getúlio Vargas foi tomada por duas importantes passeatas na área da saúde. Uma delas reforçou o combate à epidemia de dengue que Bauru enfrenta. Já a outra buscou visibilidade e inclusão para pessoas com síndrome de down.
Cerca de 250 participaram da passeata contra a dengue. O evento foi promovido pela Ordem DeMolay e surgiu após a entidade perder Nickolas Antônio Bartholomae da Silva, 17 anos, que morreu com suspeita da doença. O resultado do exame via Adolfo Lutz saiu na última semana, mas deu negativo. Mesmo assim, a família esteve presente na caminhada e fez questão de alertar para a luta contra o mosquito.
"No exame particular que fizemos, houve o diagnóstico positivo para dengue, mas o do instituto não. Mas nos mantemos nesta luta, porque não é só pelo Nickolas. A cidade já teve dez mortes confirmadas por dengue, outras famílias estão perdendo entes queridos para o mosquito", afirma Andressa Silva, irmã de Nickolas.
| Anne Tavares/Divulgação |
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| Ato teve como objetivo ampliar conscientização sobre direitos e inclusão de pessoas com down |
Representante da Ordem DeMolay, Edmo Luiz Filho reforça que, independentemente do resultado do exame sobre a morte do colega, o grupo prolongará sua força-tarefa pelo combate ao mosquito. "O projeto não vai parar até vermos a cidade livre dessa doença", ressalta Edmo.
Durante a passeata, os jovens entregaram panfletos com o tema "10 Minutos Contra a Dengue".
CAMINHADOWN
A avenida também foi o palco da 1.ª CaminhaDown de Bauru. Realizada em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, a ação teve como objetivo aumentar a conscientização sobre os direitos, inclusão e bem-estar das pessoas com síndrome de down. Em Bauru, o evento foi organizado por Drieli da Silva Valente, mãe de Aquiles, de 3 anos. "Queremos aproximar as famílias e amigos quem convivem com a síndrome. E criar uma voz pública global única para defesa do down".
A advogada Daniella Guedes Bombini, mãe de Francisco Guedes Bombini, 2 anos, conhecido como Super Chico, também marcou presença. Com mais de 52 mil seguidores nas redes sociais, a criança se tornou inspiração a outras famílias. "O Chico não pode sair de casa por causa da saúde, mas eu não poderia deixar de vir", explica Daniella, lembrando que, além da síndrome ele possui outras complicações por ser renal crônico e cardíaco. "São 63 centímetros de puro amor, que nos dão força todos os dias. Aliás, ele é um gigante por dentro", finaliza.

