O bom rock'n'roll está de volta ao Parque Vitória Régia. Após um hiato de aproximadamente dois anos, o Vitória Rock, um dos maiores evento do gênero no Interior paulista, voltou a tomar o gramado do parque, que recebeu muitas pessoas entre o fim da tarde e noite de hoje.
Gratuito, o tradicional evento realizado pela Secretaria Municipal de Cultura tem apoio da RFS produção & eventos, Overhead Produções Artísticas e Down Romeno Ink-Tatoo e Design. Nesta primeira edição de retomada, quem subiu ao palco foram as bandas “Artigo DZ9?”, “Order of Destruction” e “Shotdown”.
Agente cultural da secretaria, Ricardo Polettini explica que as três bandas convidadas são de outras cidades do Estado, mas a ideia, enquanto o Vitória Rock vai voltando a consolidar sua programação, é dar espaço também para a divulgação das bandas locais. “É um evento muito importante para dar visibilidade ao trabalho autoral que estes artistas desenvolvem na cidade e para a cultura em geral, além de ser uma oportunidade para as pessoas aproveitarem o fim de domingo, curtindo um som”, destaca.
Segundo ele, o Vitória Rock havia sido suspenso por problemas orçamentários e, agora, a proposta é realizar edições a cada dois meses. A retomada do evento partiu de iniciativa dos próprios artistas, por meio do músico Ivo Ferreira, da Overhead Produções Artísticas. “Era um desejo que a gente tinha, porque ajuda a manter viva a cena rock'n'roll em Bauru. Existe um movimento forte na cidade e um evento como este reúne muita gente, inclusive famílias”, pontua Ivo.
ENGAJAMENTO
O guitarrista da banda Order of Destruction, Danilo Origa diz considerar importante a existência de eventos em praças pela possibilidade de ter a entrada gratuita, atraindo todo tipo de público, desde crianças até idosos, e também pela oportunidade de mostrar o trabalho das bandas. “Para a gente, é muito legal voltar a tocar em praças. Fazia uns quatro anos que a gente não tocava em um lugar aberto”, relata.
Fã de rock e frequentadora assídua das edições do Vitória Rock, a maquiadora Erika Pires afirma que a volta do evento é uma oportunidade de reunir os amigos, ver pessoas conhecidas e, além de tudo, curtir música em um lugar aberto. “O rock é diferente, você precisa de mais espaço para dançar, então, aqui é o lugar perfeito para isso”, destaca.
Laila Rodrigues, que é professora, acredita que o evento impulsiona a divulgação cultural e causa impacto social, considerando que a música tem conotação política. “Como é uma manifestação cultural, muita gente tem acesso às letras, fica conhecendo as bandas e aí se engaja politicamente”, pontua.