| Fotos: Malavolta Jr. |
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| Recado sobre a interdição no portão de entrada da Emei Isaac Portal Roldan, no núcleo Octávio Rasi |
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| No refeitório, laje cedeu 12 centímetros e foi até escorada; recado (foto acima) avisou os pais sobre interdição da unidade |
| Defesa Civil/Divulgação |
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| Fotos feitas por equipes da Defesa Civil nos últimos dias mostram situação precária sobre a laje |
A Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Isaac Portal Roldan, que atende 166 crianças de 4 meses a 5 anos no Núcleo Octávio Rasi, amanheceu interditada nessa quinta-feira (4), sem previsão de liberação. A causa é o grande risco de queda da laje da creche, que cedeu vários centímetros após infiltrações. As aulas na unidade foram suspensas até a próxima segunda-feira (8) à tarde, quando uma reunião com os pais deve definir o destino dos alunos e funcionários do local pelos próximos meses.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o problema foi identificado no refeitório, que apresentou deformidade de até 12 centímetros, na cozinha e na sala do soninho, onde a laje de concreto cedeu até 9 centímetros, formando espécies de "barrigas" no teto. A Defesa Civil, juntamente com a Secretaria Municipal de Obras, chegou a realizar um serviço de escoramento e contenção no local nas últimas semanas, mas resolveu interditar totalmente a unidade.
A preocupação do poder público é para evitar que tragédias como a ocorrida em abril do ano passado, em Agudos (a 13 quilômetros de Bauru), se repitam. Na ocasião, o telhado de uma escola infantil desabou e feriu vários alunos e funcionários. A demolição da unidade, inclusive, começará na próxima semana.
PONTOS MAIS AFETADOS
A reportagem esteve na Emei Isaac Portal Roldan nessa quinta-feira (4). O refeitório é o local mais afetado. Ao lado, na cozinha, é possível observar a dimensão do dano na laje pela disposição dos lustres e da coifa tortos. Na sala do soninho, ladrilhos já caíram por causa da alteração estrutural. Por sorte, ninguém foi atingido. Infiltrações e rachaduras são comuns no teto de, ao menos, 4 salas.
"Os próprios funcionários perceberam a alteração visual no teto e nos comunicaram. A primeira visita aconteceu no dia 12 de março. Em uma primeira análise, eles isolaram o refeitório e acharam que o escoramento ajudaria, mas logo viram que o problema era de ordem estrutural no telhado todo", conta a secretária de Educação, Isabel Miziara.
Para não deixar os alunos sem aulas por mais dias, na reunião desta segunda, Miziara diz que será proposto aos pais, após confirmação da parceria, a transferência dos pequenos para unidades próximas e que já são conveniadas com a prefeitura. "A Creche Doce Recanto fica a 300 metros e a Rodrigues de Abreu a 2 quilômetros", detalha.
REFORMA RECENTE
A Emei em questão teria passado por reforma geral em 2011, segundo a pasta. "Pelo laudo da Defesa Civil, a obra no telhado, quando foi executada pela empresa, não teria sido projetada de forma adequada. Mas é algo para um questionamento posterior e que deve ser decidido pelo prefeito", cita Miziara.
Engenheiro da Defesa Civil, Julio Cesar Natividade aponta duas hipóteses: "Escoramento mal feito ou falha na montagem da laje pré-moldada", afirma.
Como a resolução do problema não depende de manutenção, mas sim de reforma, Isabel Miziara diz que buscará em caráter de emergência, via recurso judicial, autorização para contratação de uma empresa para a execução dos serviços. "Iremos tentar resolver pelos mecanismos mais rápidos, mas, em uma visão mais otimista, é algo que não levará menos de três meses".
'FICA RUIM PRA GENTE'
Mãe de Davi, de 2 anos, aluno da Emei Isaac, Bruna Martins, 25 anos, desempregada, relata alívio por ter o filho fora dos riscos com a interdição da escola. Mas também reclama da situação.
"É ruim deixar chegar a esse ponto de interditar. Agora, fica ruim para a gente. Não posso sair para procurar emprego com meu filho no colo. E dá dó de ver a tristeza dele. Fica pegando a mochilinha e pedindo para ir para escolinha", comenta a moradora.
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FISCALIZAÇÃO NÃO VINGOU
Na época em que houve a queda do telhado na escola de Agudos, a vereadora Chiara Ranieri (DEM) apresentou um projeto de lei para obrigar a Prefeitura de Bauru a avaliar anualmente as escolas municipais. Por gerar custos, o projeto foi considerado vício de iniciativa e vetado. Na sequência, o prefeito lançou outro projeto de lei por inciativa do próprio Executivo. A proposta também revia a formação de uma comissão de fiscalização formada por vários órgãos, mas não há registro de atividades.
"Nossos funcionários é que nos comunicam quando percebem algo diferente. Quase semanalmente são pedidas vistorias em escolas. São unidades com anos e anos de uso, diversas estão com problemas, mas nada grave assim", explica Miziara.
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