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Murphy me odeia? Só se você deixar...

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 3 min

Algumas pessoas costumam dizer que são azaradas. Outras sentem-se perseguidas por pessoas ou pelo destino, que supostamente coloca em seus caminhos tudo que pode dar problemas: "tudo tem que acontecer comigo..." E muitas perguntam: a Lei de Murphy (A Lei de Murphy diz que se algo pode dar errado, dará.) só se aplica a mim?

Na verdade, essas pessoas estão altamente contaminadas pelas energias negativas que exercitam diariamente. Em geral, são pessoas que dificilmente conseguem sinceramente ver coisas boas nas outras pessoas, que criticam gratuitamente qualquer situação, trazendo para si a energia negativa que praticam. Afinal nos tornamos bons naquilo que praticamos. Se reclamamos e amaldiçoamos, são essas energias negativas que estamos cultivando e permitindo que estejam em nossa vida. Se vivemos de raiva, qualquer coisa nos impulsionará a ter raiva.

Nosso ponto de atração é a energia que emitimos por meio de nossos pensamentos, emoções, sentimentos, crenças, palavras e ações, o que os estudiosos chamam de padrão energético. É exatamente por este padrão que atraímos energias semelhantes que vibram em frequências, recíprocas, solidárias. Um fato é inexorável, ninguém consegue atrair um padrão energético que vibra em uma frequência diferente, a não ser que mude de frequência.

Os iguais se atraem, ou seja, aquela crença popular que os opostos se atraem, atribuída a relacionamentos amorosos para terem sucesso, vale somente para os imãs. É preciso destacar que esse padrão energético diz respeito como lidamos com nossas vidas: tanto nos aspectos profissionais, quanto nas relações com outras pessoas e conosco mesmos. Se você pratica coisas negativas, não dá para reclamar que Murphy te persegue ou que não tem sorte. Quanto mais negativos, mais retornos negativos teremos. Chame isso do que quiser, de efeito bumerangue, de Lei do Retorno, mas simplesmente isso é aquilo que refletimos...

Se praticamos o bem e o amor, certamente é isso que abriremos espaço para o Universo nos proporcionar. Assim, melhoramos se começamos a praticar pensamentos bons, ter atitudes mais positivas, tratar melhor as pessoas, enxergando em cada uma alguém que pode nos acrescentar, nos permite nos transformar em pessoas melhores. O que temos atraído para nossa vida? Amor ou desamor? Felicidade ou infelicidade?

Já fui chamado de chato, bravo... E olhando para as situações, conclui que era exatamente aquilo que transmitia naquele momento, pelas energias que me cercavam em vários ambientes (não que os culpados daquilo que eu transmitia fossem exatamente as pessoas que notavam isso). Evolui e muitos notaram isso. Com o tempo, fiquei mais bonzinho ou mais tolerante? Não! Na verdade, percebi que passei a viver em ambientes e com pessoas que emanavam energia de mais tolerância, de mais entendimento, de mais amor. Isso refletiu diretamente naquilo que eu transmito. Melhorei...

Na verdade, quando nos sentimentos perseguidos por Murphy, é hora de nos questionarmos o que estamos vivendo e transmitindo e se não é hora de correções de rumos. Temos que identificar e mudar as energias que estamos vibrando, se quisermos alterar esse quadro.

É preciso estar alerta e não cair nas armadilhas diárias que a vida nos oferece. Não precisamos absorver a energia ruim de alguém mal humorado, em casa, no trânsito ou no trabalho. Devemos ser ponto de equilíbrio, ou seja, combater o negativo com positivo. É o movimento natural do Universo que devemos imitar. O que você tem escolhido para sua vida? Olhe bem e veja o que está acontecendo. Temos que cultivar o amor, a tolerância, o respeito a outrem, se quisermos atrair pessoas assim para perto de nós e tornar Murphy casual e não recorrente.

A mudança começa em nós.

O autor é jornalista e mestre em Comunicação Midiática, ambos pela Unesp Bauru, especializado na área de economia, consultor de empresas, professor universitário, estudioso do comportamento humano, palestrante e escritor.

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