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Depressão: dieta balanceada pode reduzir risco em 50%


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A depressão, mal do século, atinge uma quantidade impressionante que não se tem cálculo exato, mas pode se tratar de 30% da população mundial segundo dados recentes da Organização Mundial de Saúde. 

Muitas pessoas que sofrem com depressão não sabem que estão com o quadro, não sabem como e onde procurar ajuda, se sentem envergonhados pelo preconceito das pessoas, sentem-se fracos, são vistos como preguiçosos, pois infelizmente seus vínculos não entendem que se trata de uma doença muito séria.

De maneira bem geral a depressão é entendida como a tristeza que não passa e quimicamente a depressão é explicada por um defeito nos neurotransmissores responsáveis pela produção de serotonina e endorfina que nos dão a sensação de bem-estar. 

Segundo a nutricionista e personal trainer Tais Rímoli, uma rotina de exercícios e alimentação balanceada ajudam muito na profilaxia e no tratamento.

Quais são os sintomas da depressão?
Tristeza profunda e contínua;
Melancolia;
Baixa autoestima;
Choro frequente;
Inquietação;
Ansiedade;
Cansaço exagerado, indisposição, sonolência;
Falta de interesse por suas atividades;
Sensação de fracasso;
Distúrbios alimentares;
Insônia;
Pensamentos pessimistas e ou suicidas;
Alterações digestivas;
Alterações hormonais;
Dores de cabeça frequentes;
Tensão muscular e dores pelo corpo;
Imunidade baixa.

O que desencadeia a depressão?
Fatores genéticos;
Sedentarismo;
Alimentação incorreta, falta de nutrientes, restrições alimentares severas;
Falta de apoio da família e amigos;
Estresse;
Limitações físicas;
Gravidez e pós-parto;
Transtorno bipolar;
Doenças gástricas;
Síndrome do intestino irritável;
Depressão anterior;
Vítimas de violência 
Entendemos aqui o quão grave é a depressão, que não se trata de frescura, que seus sintomas ultrapassam a tristeza, tendo alterações fisiológicas, químicas e deve ser orientada por um profissional devidamente habilitado, portanto quando se fala de tratamento entenda a seriedade da doença e procure orientação.

Mas além da orientação profissional o que mais podemos fazer?
Novos estudos indicam grandes relações entre alimentação e depressão, portanto uma pessoa que se alimenta bem tem menos chance de desenvolver depressão, bem como se a mesma praticar exercícios físicos e tudo com regularidade. Não existe nenhuma grande novidade até aqui, mas o que será discorrido abaixo vai fazer você pensar melhor na hora de escolher seus alimentos.

Nutrientes na sua rotina alimentar pode reduzir suas chances de desenvolver depressão em 50%?

Triptofano e ômega-3: carne, peixe, frutos do mar, ovo, castanha, amendoim, ervilha, abacate, couve-flor, banana, grão-de-bico e abacate;

Cálcio: leite e derivados;

Ferro: carne vermelha, brócolis, espinafre, couve, grão-de-bico, lentilha, ervilha, feijão, tofu, algas, cereais integrais;

Magnésio: chocolate, castanhas, amêndoas, sementes de abóbora, arroz integral, gérmen de trigo, aveia, abacate e banana;

Complexo B: espinafre, couve manteiga, leite e derivados, fígado, frango, ameixa e melancia;

Vitamina C: acerola, goiaba, abacaxi, laranja, limão, tangerina, amora, framboesa;

Fibras: alimentos integrais, cereais, frutas, verduras, legumes 

Mas é claro que o segredo para que estes nutrientes cumpram o seu papel é a regularidade, bem como aliado às atividades físicas regulares também.

O mais curioso é o fato de que alimentos como frituras, ultraprocessados como salgadinhos, bolachas, fast food, bebidas alcoólicas, refrigerantes em excesso consumidos com regularidade e sedentarismo podem ajudar a desencadear a depressão.

 

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