| Aceituno Jr. |
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| Ginásio foi avaliado em R$ 5 milhões e área total de 6.516,36 metros quadrados |
O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) marcou para o dia 19 de junho, às 13h, o leilão do ginásio Panela de Pressão. O imóvel está dentro de um pacote de bens de diversas empresas devedoras que foi publicado nessa quinta-feira (9) pelo TRT em hasta pública. O Esporte Clube Noroeste, proprietário do ginásio, tem mais de R$ 1,5 milhão em dívidas trabalhistas e ainda tem outros débitos com o governo federal e com o governo municipal - como IPTU. Só com a prefeitura, o clube tem pendência de R$ 1,6 milhão.
O ginásio foi avaliado em R$ 5 milhões, considerada área construída de 2.100m2 e uma área total de 6.516,36m2. A inauguração foi em 1956 e a capacidade é para 2.500 pessoas - o maior ginásio da cidade no momento.
O JC procurou o presidente do Noroeste, Estevan Pegoraro, mas ele não retornou os contatos. A assessoria de imprensa, em nota, menciona que "que a diretoria tomou ciência hoje (ontem) sobre a hasta pública publicada pelo TRT-15, sobre o leilão do ginásio Panela de Pressão e que se manifestará em breve". Por conta das dívidas, a reportagem apurou que o clube teria interesse na venda. O Noroeste terá eleições para presidente em julho e não há garantias que Pegoraro ficará. Ele já disse que se interessados com capacidade de investimento aparecerem, pode deixar o cargo.
Em caso de venda do ginásio, o Noroeste deve se livrar da dívida atual - integral ou parcialmente - mas o Bauru Basket e o Sesi Vôlei Bauru ficarão sem ter onde mandar jogos na temporada que vem, se não houver entendimento com um eventual comprador. Neste caso, o Vôlei Bauru terá como possibilidade mais forte a de usar o ginásio do Sesi do Altos da Cidade, com capacidade para cerca de 700 torcedores, e a partir de 2020, deve ter o ginásio do Sesi do Horto, para 5 mil pessoas. Já o Bauru Basket tem situação indefinida.
A Prefeitura de Bauru alugava o Panela de Pressão até março deste ano, mas rescindiu o contrato porque o Noroeste estava inadimplente com o Refis. Apesar de não ser parte envolvida diretamente, o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) estuda o que vai fazer e hoje deve se reunir com a Secretaria de Negócios Jurídicos. Dentro da prefeitura, há o entendimento que a área não poderia ir para venda, já que todo complexo pertenciam ao município, que fez permuta com o Noroeste na década de 1980 para repassar a titularidade ao clube.
