| Regis Duvignau/Reuters |
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| Elton John é aplaudido, inclusive pelo ator Taron Egerton, que o interpreta, no Festival de Cannes 2019, encerrado domingo |
Canções de estupendo sucesso no universo do pop mundial poderão ser ouvidas de um jeito diferente a partir de hoje: nos cinemas (inclusive de Bauru) com a estreia, em alto e bom som, de "Rocketman".
O aguardado filme, dirigido por Dexter Fletcher, conta a história do astro britânico e "sir" Elton John.
Com o letrista Bernie Taupin, o músico compôs êxitos que vão de "Rocketman" a "Your Song", "Tiny Dancer", ""Goodbye Yellow Brick Road", "Nikita", "Empty Garden"...
Taron Egerton, 29 anos, de "Kingsman", interpreta o cantor e compositor e também canta. Tão para valer que dividiu vocais com Elton John na nova "(I'm Gonna) Love Me Again". A música, com letra de Taupin, integra a trilha sonora do filme.
| Reprodução/Facebook |
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| Elton: são 32 álbuns desde 1969 com vendas extraordinárias |
| Reprodução/Facebook |
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| Divulgação do filme, com ator Taron Egerton como Elton John, festeja desempenho campeão nos cinemas do Reino Unido |
| Reprodução/Facebook |
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| Elton John em foto dos anos 70: entre um avião e outro |
'AGRADECIDO'
A primeira exibição de "Rocketman" ocorreu durante a edição 72 do recém-encerrado Festival Internacional de Cinema de Cannes com a presença do cantor e do ator, entre outros envolvidos na megaprodução.
Claro que surgiram comparações "Bohemian Rhapsody" (grande sucesso de 2018 sobre a trajetória do Queen). "Bohemian" rendeu Oscar de melhor ator a Rami Malek, que interpretou Freddie Mercury.
"Estou muito agradecido por as pessoas nos compararem, e espero que isso mostre que existe um apetite para filmes desta natureza", disse Taron Egerton, em Cannes, a respeito dos dois títulos.
Em tempo: as músicas de Elton John, hoje com 72 anos, são encaixadas não em ordem cronológica, mas de acordo com os sentimentos a serem passados pela cena.
Aos fãs, emoção garantida. Para quem não conhece muito, promessa de um incrível cartão musical de visita.
Tipo show com bastidor
As cinebiografias são um gênero popular há tempos, mas o que distingue essa "nova onda" é o envolvimento do artista e o catálogo musical para criar cenas semelhantes a apresentações, disse Scott Roxborough, chefe da redação europeia da revista "The Hollywood Reporter".
"O que muitos destes filmes estão vendendo é a ideia de que você pode ter uma experiência parecida a ir a um show... ir aos bastidores e conhecê-los", opinou Roxborough.
Em março, a Netflix lançou "The Dirt", cinebiografia baseada na autobiografia da banda de heavy metal Motley Crue, e outras histórias baseadas em celebridades estão em produção.
Diretor: nada de suavizar
"Elton sempre foi realmente muito claro de que não queria nada sendo suavizado", contou o diretor de "Rocketman", Dexter Fletcher. "Ele jamais disse: 'Não fale disso'."
O longa abre com Elton John, vestido com um de seus figurinos extravagantes de show, entrando numa sala de terapia e declarando-se viciado em álcool, cocaína, sexo e compras, além de sofrer de bulimia e problemas de controle de raiva.
"Queríamos contar a história de um ser humano. Mesmo que Elton seja um ser humano extraordinário, continua tendo suas falhas e está longe da perfeição", afirmou o ator Taron Egerton.
O filme não esconde, por exemplo, a homossexualidade do cantor com cena de sexo entre ele e o empresário John Reid (Richard Madden).
Você sabia?
O marido de Elton John, David Furnish, disse que, após assistir a "Rocketman", biografia musical do cantor e compositor, teve vontade de lhe dar um abraço.



