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Bauru tem segundo ato em prol da Educação

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

 Malavolta Jr.
Com frases de protesto e cartazes ressaltando a importância de pesquisas, manifestantes caminharam pela Rodrigues Alves

Estudantes, professores, servidores, integrantes de movimentos sociais e membros da sociedade civil em geral voltaram às ruas, ontem, em Bauru, para protesto em defesa da Educação e contra o corte de recursos. Em 15 de maio, conforme o JC noticiou, também houve ato em Bauru em consonância com ações em todo o País. Nesta quinta, os manifestantes se concentraram em frente à Câmara Municipal, onde realizaram protestos com cartazes e faixas. Na sequência, eles marcharam pela avenida Rodrigues Alves até o cruzamento com a av. Nações Unidas e retornaram pelo sentido contrário da avenida, no mesmo trajeto. A manifestação teve início às 16h e terminou por volta das 19h.

Além de protestar contra cortes na Educação, os manifestantes rechaçaram a reforma da Previdência e pediram "Fora Bolsonaro".

Organizado pelo movimento estudantil com apoio de entidades de classe, a manifestação foi decidida em uma reunião do Conselho de Estudantes da Unesp de Bauru, ocorrida nos últimos dias. "Esperávamos uma participação até menor, porque foi um ato convocado há poucos dias e era apenas uma panfletagem. Chegou tanta gente que nos surpreendemos e resolvemos marchar", afirmou a estudante de Jornalismo Stefany Cigagna, 19 anos, integrante da comissão de estudantes que ajudou a planejar o protesto. A organização do evento, inclusive, estimou que ao menos 1 mil pessoas participaram do ato na cidade.

Malavolta Jr.
Diretor da Faac da Unesp, Marcelo Carbone participou

O professor e diretor da Faculdade de Artes e Arquitetura (Faac) da Unesp de Bauru, Marcelo Carbone, 50 anos, estava entre os participantes do ato. "É curioso que a gente tenha que falar da importância da Educação ainda hoje. Esse discurso contra a universidade, contra a Educação é repudiante. A pesquisa tem impacto social. Não consigo imaginar como uma mente é contrária a isso", criticou Carbone.

O corte de verbas em universidade e institutos federais foi anunciado pelo governo federal nos últimos dias.

Participante do movimento, Pedro Simpriano, 16 anos, saiu mais cedo da aula no Sesi para protestar. "Acho muito importante lutarmos contra esses tipos de cortes. Há outras áreas menos importantes para se tirar dinheiro. A Educação não pode ser prejudicada", reclamou o estudante.

Integrante de um movimento social, o fundidor Robson Alexandre, 45 anos, protestava pela Educação e contra a Reforma da Previdência. "Eu trabalho desde os meus 14 anos e, se a reforma for aprovada, só Deus sabe quando me aposentarei. É injusto isso com o povo", pontua.

EM DETALHES

Durante o ato em frente à Câmara, os manifestantes exaltaram cartazes intitulados "Balbúrdia na Unesp" contendo o resumo de pesquisas feitas na Unesp nos últimos anos.

Frases como "A nossa luta unificou, é estudante junto com trabalhador" e "Conhecimento destrói mitos" também estampavam faixas e cartazes no protesto.

A marcha saiu da Câmara por volta das 17h20. O trânsito foi parado pelos manifestantes e a PM fez o acompanhamento. Durante o trajeto, houve mudança no percurso, que foi desviado para a rua Rio Branco, depois para a rua Cussy Júnior e, por fim, retornou à Rodrigues pela rua Antônio Alves. Após atingir o cruzamento da Rodrigues com as Nações, o grupo voltou pelo sentido contrário da avenida, Bairro-Centro, até a Casa do Legislativo da cidade, onde o ato foi encerrado.

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