Tribuna do Leitor

Zequinha e o Ratinho

Francisco Antonetti Torrecilha
| Tempo de leitura: 2 min


Zequinha brincava no quintal de sua casa, quando viu um ratinho que entrava no meio do lixo como se tivesse perdido alguma coisa. Zequinha se aproximou do ratinho e disse-lhe: - Eu quero ser seu amigo e te aconselho que saia daí porque no lixo tem coisas ruins. O ratinho olhou bem para o Zequinha e falou: - Agradeço o seu conselho, amigo Zeca; mas o meu ramo de negócios é outro, eu estou à procura de um pedaço de queijo.

- Queijo no lixo!? Se você encontrar é sujo e não serve para comer. - Engano seu amigo Zeca, na nossa área vale tudo, haja vista o urubu, morrer pra ele é alegria, eu nunca vi urubu ir na farmácia buscar remédios para indisposição estomacal. - E se eu estivesse procurando petróleo, você concordaria? Zequinha respondeu: - De acordo com o que aprendemos na escola, os sedimentos por longos tempos tudo se transforma em petróleo; então seria mais viável essa ideia. O papagaio que estava numa árvore do quintal e ouviu a conversa de Zequinha com o ratinho pediu um aparte. Zequinha pensou: lá vem besteira, mas vamos ouvir sua opinião.

Disse o papagaio: - Amigo Zeca, rato entende de roubar queijo, mas de petróleo ele não manja nada. Desculpe, acho que me equivoquei porque todos os dias só se ouve falar em rato do petróleo, o rato está metido nisso sim. Zequinha, vendo que o papagaio mudou de assunto, agradeceu e continuou o papo com o ratinho.

- Temos que admitir que o papagaio disse algumas verdades, mas não se ofenda porque o rato que ele se refere é outro. - Sabemos que você gosta de coisas boas e temos que agradecer aos seus parentes que prestam grandes serviços à medicina, quando se fala em testes de medicamentos o rato entra no jogo.

     

Zequinha abraçou o ratinho e disse-lhe: - Para a natureza todos têm o seu valor!

 

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