Polícia

Menino de 1 ano morre afogado

Marcele Tonelli, Samantha Ciuffa e Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Polícias Civil e Militar estiveram na casa onde a criança morreu; perícia foi realizada no local

A Polícia Civil de Bauru apura as circunstâncias da morte de um garoto de 1 ano e meio ocorrida, por volta das 9h desta quarta-feira (3), em Bauru. A criança teria se afogado após cair na piscina de uma casa no Jardim Vânia Maria. O menino chegou a ser socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Bela Vista, mas morreu minutos após dar entrada e receber os primeiros atendimentos. O caso foi registrado como afogamento e morte suspeita.

O delegado plantonista Fabio Mariotto afirma que o bebê era cuidado por uma mulher de 21 anos, madrinha da criança. A moça, que tem outras duas filhas de 8 e 9 anos, mora no Parque Jaraguá, mas passava o dia na casa do namorado, que saiu para trabalhar no início da manhã.

O local é formado por uma edícula ao fundo com uma piscina na frente. As duas crianças maiores acordaram e saíram da casa, por volta das 8h30, mas teriam deixado aberta uma porta de vidro, que dá acesso ao quintal e à piscina. O bebê, então, teria andado até o local e caído na água.

LIMPAVA A CASA

Segundo o delegado, as informações iniciais são de que  mulher limpava a casa no momento em que a criança saiu. "Quando ela notou que o bebê não estava mais lá, correu e o encontrou na piscina. Ela o tirou de lá, tentou reanimar e ligou para o namorado, que acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)", conta Fabio Mariotto.

EXAMES

O local passou por perícia técnica da Polícia Científica e o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde deverá passar por exame necroscópico. "Estivemos na casa e entendemos como um acidente. Ninguém esperava isso, mas as testemunhas serão chamadas e ouvidas. Tudo será investigado", pontua Mariotto.

ALERTA

No último domingo, a manchete do JC fez alerta para o aumento dos acidentes domésticos com a chegada das férias. Especialistas da Saúde que lidam diretamente com estas ocorrências disseram que número de casos costuma dobrar no período, principalmente, com as pequenas, entre 1 e 7 anos.

Isto porque é uma idade em que elas estão aprendendo a andar, mas ainda não têm nível de cognição plenamente desenvolvido para avaliar o que representa perigo dentro de casa.

Entre os ambientes destacados como mais perigosos dentro de uma casa está justamente o quintal, que pode apresentar animais peçonhentos, como escorpiões, cacos de vidros, galhos, ou possuir piscina, que descoberta ou sem grade representa riscos.

A época de estiagem acende outro alerta importante em relação aos afogamentos, já que baldes de água são colocados por moradores dentro de casa para aliviar a seca, mas também são armadilhas fatais aos mais pequenos.

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