| Vinicius Bomfim |
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| Brasileiros e peruanos acompanharam partida em restaurante no Jardim América |
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| O peruano Alejandro, de 10 anos, e a brasileira Nanci Maria Baccan se uniram para torcer segurando a bandeira do Peru durante a partida |
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| Tristeza de Dyanna Medina durante a partida |
Rivalidade à parte, brasileiros e peruanos dividiram emoções acompanhando juntos a final da Copa América em um restaurante peruano, em Bauru. A vitória da Seleção do Brasil por 3 a 1 chateou os vizinhos, que até se uniformizaram para assistir à partida no estabelecimento, mas derrota não quebrou o clima de confraternização por lá. Pelo contrário, a noite seguiu com tom de descontração e interação entre as duas torcidas no estabelecimento, localizado no Jardim América.
“É triste perder, mas o Brasil é minha segunda casa e me acolheu tão bem que não tenho como ficar chateada com a derrota”, disparou a peruana Dyanna Medina, 26 anos, cirurgiã dentista que está em Bauru há três anos realizando pós-graduação na Universidade de São Paulo (USP).
Até as crianças peruanas, que expressaram mais as emoções ao longo da partida, parecem ter esquecido rápido o resultado.
Alejandro, de 10 anos, filho dos proprietários do estabelecimento peruano era o mais animado na torcida, com uniforme e bandeira. Ao lado de sua irmã Carolina, 7 anos, e da cliente Alysson Ato, de 9 anos, também peruana, ele balançava a todo o momento a bandeira do País de origem. Apenas após o terceiro gol do Brasil, no final do segundo tempo, é que Alejandro e os demais conterrâneos no local pareciam ter desistido da animação.
“Dói perder para o Brasil, mas seria ainda pior se fosse para o Chile”, compara Gonzalo Velásquez, 28 anos, dentista, que também está em Bauru para pós-graduação na USP.
“Enquanto o juiz não apitar, ainda há tempo. Se bem que, agora, só um milagre mesmo”, comenta Judith Sierra, 42 anos, dona do estabelecimento e mãe de Alejandro e Carolina.
Entre servir uma mesa e outra, Judith aproveitava para espiar a partida. “Eles gritam e eu saio correndo da cozinha para ver”, completa, detalhando que entre os intervalos do serviço aproveitava para informar o marido e cozinheiro do local, Amador Echevarría, sobre o jogo. “Na cozinha não tem TV, porque a comida é a prioridade, não se pode tirar o olho das panelas”, acrescenta.
Em meio às mesas dos peruanos, brasileiros faziam a festa. Nanci Maria Baccan, 63 anos, entrou no clima de festa do pequenos peruanos e ajudou a chacoalhar a bandeira nos momentos em que a equipe do País vizinho se destacava no jogo. “Tem que prestigiar, é legal ver eles torcendo, nunca assisti a uma partida com torcida de outro país”, diz.
Aline Cristina Ferreira, 43 anos, chegou até a pedir desculpas para as crianças ao comemorar os gols da Seleção. “Eu gritei e ergui os braços para comemorar, mas quando vi o rostinho deles não aguentei”, narra aos risos.
Bauruense, Vinicius Camargo, 25 anos, expressava emoções para as boas jogadas das duas equipes. Namorado da peruana Alexandra Ato, irmã de Alysson, ele conta que elas estão há 4 meses no Brasil. “Brasil ou Peru para mim tanto faz, qualquer um que ganhar fico feliz”, finaliza.
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