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Brasil festeja sábado com dois ouros e uma prata no Peru


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Silvia Izquierdo/Estadão Conteúdo
Luisa Baptista, de Araras, conquistou o primeiro ouro para o Brasil no Pan, neste sábado (27), pelo triatlo

A tarde de sábado (27) trouxe as primeiras três medalhas do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. Na prova do triatlo individual feminino, Luisa Baptista levou o ouro e a prata foi para a compatriota Vittoria Lopes. Já na patinação artística, Bruna Wurts desbancou a favorita Giselle Soler para ficar com a medalha dourada. 

Com um tempo 2h00min55s, a paulista Luisa Baptista, da cidade de Araras, formou a dobradinha na competição que une natação, ciclismo e corrida com a cearense Vittoria Lopes (2h01min27s), seguidas pela mexicana Cecilia Perez (2h02min07s), que completou o pódio. Outra brasileira, a santista Beatriz Neres, do Clube Pinheiros, terminou em nono na prova deste sábado, com um tempo de 2h04min49s. 

Vittoria, 32ª no ranking mundial, e atleta da Academia Hedla Lopes, liderou boa parte da disputa na natação e no ciclismo, mas nos metros finais da corrida acabou ultrapassada pela compatriota. Com o resultado, o país marca presença no pódio nesta modalidade após um jejum que vinha desde o Pan de 2011, em Guadalajara. 

"O triatlo é um esporte individual, mas se a gente está trabalhando em equipe, é uma vantagem tremenda. Na hora que vi que tinha uma boa vantagem para a mexicana, falei para segurarmos um pouquinho a corrida, para podermos ser primeira e segunda. Acabou dando tudo certo", relatou Luisa, que é atleta do Sesi-SP e é a atual 49ª do mundo. 

SUPEROU

Já na patinação artística, com uma bela apresentação e um tanto de sorte, a carioca Bruna Wurts superou a argentina Giselle Soler, que defendia o título vencido no Pan de Toronto, no Canadá, para figurar no lugar mais alto do pódio. Eduarda Fuentes, do Equador, ficou com o terceiro posto. 

Com dois erros de execução nos saltos no programa curto, ainda na sexta-feira, a brasileira de 18 anos estava com a segunda melhor nota da competição neste sábado quando a adversária sul-americana acabou caindo em sua apresentação, fechando a disputa com 103,17 pontos, superando Soler (92,15). 

"Não fiquei satisfeita com meu desempenho no programa curto. Se eu tivesse feito o meu melhor e ficado em segundo, estaria tudo bem, mas não foi o que aconteceu. Hoje (sábado) poderia ter ido melhor, mas não vou reclamar, né? Estou muito feliz com essa medalha", comentou a patinadora, em entrevista ao canal Sportv.

Ciclismo pode quebrar jejum

O ciclismo brasileiro tem enormes chances de quebrar um jejum histórico nos Jogos Pan-Americanos, que estão sendo disputados em Lima. Desde 1959 que um atleta da modalidade não conquista uma medalha de ouro. A última foi de Anésio Argenton, que subiu ao lugar mais alto do pódio na prova do quilômetro contra o relógio no Pan de Chicago.

Agora, 60 anos depois, Henrique Avancini tem tudo para derrubar esse longo tabu. Ele compete neste domingo na prova de mountain bike e é o grande favorito. Não apenas pela ótima fase que vem tendo na temporada, mas porque seus principais adversários nas etapas internacionais são os ciclistas europeus, que não competem no Pan.

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