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Um ano do Museu Mário Fava

JCNET
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Bariri - O Museu Mário Fava, de Bariri, concebido para abrigar o carro e os documentos que contam a história de uma das maiores aventuras automobilísticas do mundo, completou em julho um ano de funcionamento. E, para comemorar a data, será organizada uma exposição com muitas atrações novas. São itens inéditos para o público. A exposição será em agosto e deverá despertar ainda mais curiosidade a respeito da viagem histórica, a primeira realizada por terra entre Brasil e Estados Unidos.

Desde o dia 21 de julho de 2018, quando iniciou as atividades, o museu tem atraído visitantes de várias partes do País. Há, inclusive, o registro da visita do bancário e jipeiro Augusto Coelho, 39 anos, que saiu de Brasília e viajou cerca de 900 quilômetros apenas para conhecer o museu de Bariri. Apaixonado por carro, ele queria conhecer de perto o veículo que cruzou as três Américas no início do século passado vencendo todo tipo de barreira logística, física e mecânica.

O museu recebeu também a visita de motociclistas do grupo "Os Malucos de Sorocaba", que viajaram pela carreteira pan-americana aberta pelos desbravadores brasileiros, entre eles o mecânico baririense Mário Fava.

Assim como o jipeiro e os motociclistas, centenas de outros visitantes passaram pelo museu neste primeiro ano de funcionamento vindos dos mais diferentes Estados do Brasil, como Paraná, Santa Catarina, Goiás e outros, além, é claro, do Estado de São Paulo, principalmente de cidades do interior.

De geração em geração

Em uma iniciativa para difundir entre as crianças a história da abertura da rodovia ligando as Américas, o Museu Mário Fava fechou parceria com as escolas públicas e privadas de Bariri. O "Projeto Museu nas Escolas" foi lançado em abril e, desde então, quase que diariamente alunos visitam o museu e são apresentados a uma das grandes façanhas realizadas pelo homem.

"É uma história fantástica, considerada por críticos como uma das mais expressivas aventuras realizadas por terra. E temos todo o interesse que a população de Bariri conheça essa história porque um baririense faz parte dela. E, como disse Santo Agostinho, ninguém ama aquilo que não conhece", afirma o historiador e escritor José Augusto Barboza Cava, curador do museu.

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