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Pará tem cinco vezes mais presos mortos

FolhaPress
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Belém - A crise que deixou 62 presos paraenses mortos nesta semana (58 em motim no presídio de Altamira e 4 enquanto eram transferidos pelo governo para outras cidades) escancarou um sistema penitenciário frágil, com alto déficit de vagas e unidades em péssimas condições.

A violência no estado disparou desde o começo do século --dados do Ipea mostram que a taxa de assassinatos saltou de 13,42 homicídios por cada 100 mil habitantes no ano 2000 para 54,68 mortes por 100 mil pessoas em 2017 (último dado disponível).

Com a explosão da criminalidade, o governo do Estado aumentou o investimento nesse período em seus presídios. Entre 2006 e 2019, o número de vagas saltou de 5.965 para 9.934, aumento de 67%.

Essa expansão não foi suficiente para suprir a demanda, no entanto. Em 2006, o estado registrava 7.787 pessoas presas. Em junho de 2019: 18.229 --crescimento de 134%.

Acontece que entram mais presos do que saem a cada ano. Até junho, segundo o último relatório da Susipe (Superintendência do Sistema Penitenciário), 1.536 detentos saíram das cadeias do Pará, enquanto 1.657 entraram.

OUTRO LADO

O governo promete entregar até o fim do ano cinco presídios estaduais, que somarão 2.000 novas vagas, e deve chamar, além dos 485 agentes, outros 642 candidatos classificados de forma excedente para o cargo de agente prisional.

A criminalidade neste ano caiu no estado, diz o governo. Houve queda de 24% nos crimes violentos letais (homicídios, latrocínios e lesão corporal seguida de morte) de janeiro a julho, em comparação com o mesmo período do ano passado.

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