São Paulo - O número de pessoas subalimentadas tem crescido no mundo desde 2014 e hoje alcança um total de 821 milhões de pessoas. A informação é do representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Gustavo Chianca.
"Violência e guerras estão sendo, na sociedade atual, fatores de insegurança alimentar", disse Chianca. "Outro fator são as mudanças climáticas, como seca e enchentes. O impacto da seca é muito grande, principalmente na África Subsaariana. Já dizemos que agora temos migrantes expulsos de suas regiões por causa de impactos no clima."
Chianca ressaltou, além disso, que um dos grandes desafios é o acesso aos alimentos - uma das metas da FAO. "Há produção suficiente de alimentos no mundo", garantiu.
Ele comentou, entretanto, que em muitos casos a comida não chega às populações.
Chianca alertou, ainda, que a população mundial em 2050 alcançará um total de 9,8 bilhões - 29% mais em comparação com hoje. "Além disso, 70% da população será urbana e com maior nível de renda", continua. "É preciso aumentar a produção agrícola de forma sustentável e garantir que o alimento chegue às pessoas. Este é um dos desafios da FAO", finalizou.