Brasília - O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido apresentado pelo Cidadania (ex-PPS) para barrar indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, para ocupar o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.
Numa decisão técnica, Lewandowski não chegou a analisar a eventual indicação de Eduardo ao posto. Ele entendeu que partidos políticos não têm direito a entrar no STF com mandado de segurança para esse tipo de caso.
A indicação do filho do presidente --que ainda não foi formalizada pelo governo ao Senado, responsável por aprová-la ou não-- também é questionada na Justiça em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal de Brasília.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) anunciou nesta quarta-feira (14) que São Paulo sediará em outubro uma reunião da CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), o mais tradicional evento conservador nos Estados Unidos.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve esperar pelo menos mais uma semana para enviar ao Senado a indicação de seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para o cargo de embaixador do Brasil nos EUA.
Na visão de auxiliares do presidente, é preciso que o deputado tenha mais tempo para amadurecer uma simpatia a seu nome e quebrar resistências entre os senadores.
O governo estuda o momento apropriado para encaminhar a indicação do embaixador de Washington para evitar uma derrota ou constrangimento.
EM SEGREDO
A sabatina de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no Senado, que tem que aprovar o nome dele para a embaixada do Brasil nos EUA, pode ser secreta. A sinalização foi dada pelo senador Nelson Trad (PSD-MS), que preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado.