Regional

Esposa é presa suspeita de matar PM

Lilian Grasiela Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

Botucatu - A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (19) sete pessoas suspeitas de envolvimento na morte do policial militar reformado José Paulo de Almeida, 61 anos, ocorrida no final do mês passado, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru). Entre os presos estão a esposa dele e dois filhos dela. Laudo do IML aponta que a vítima foi dopada antes de ser assassinada a facadas.

O delegado Geraldo Franco Pires, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), conta que três suspeitos - um ex-PM e duas irmãs - foram presos em Guarulhos com quase todos os bens levados da residência da vítima. "O núcleo de São Paulo foi o responsável por executar o crime e dar destinação aos objetos que estavam na casa", explica.

A viúva de Almeida, um dos filhos dela e o ex-companheiro da suspeita, com quem ela está se relacionando novamente, segundo Pires, foram presos em Botucatu. A Guarda Civil Municipal (GCM) ajudou a cumprir os mandados. Um segundo filho da mulher, também preso, cumpre pena em uma unidade prisional de Pirajuí.

"Essa ação criminosa foi intermediada por ele. De dentro da penitenciária, ele efetuou contato com o núcleo de São Paulo através do ex-companheiro da mãe e do irmão", diz o delegado. As identidades dos suspeitos, que estão presos temporariamente por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado, não foram divulgadas. Eles poderão responder por homicídio qualificado e organização criminosa.

Ainda de acordo com Pires, uma das motivações para o crime seria o interesse da viúva em receber pensão do policial reformado, que ganhava cerca de R$ 5 mil por mês. Outras possíveis motivações, além de pontos como quem desferiu os golpes que mataram Almeida e outros eventuais envolvidos, estão sendo apurados. "Agora compete à polícia, nos próximos 60 dias, individualizar a conduta de cada um", declara.

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