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Coleta atrasa com 9 veículos quebrados

Tisa Moraes Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

A coleta de lixo doméstico atrasou em Bauru, depois da quebra de mais caminhões da Emdurb. A empresa pública já contabilizava cinco veículos parados há algum tempo por problemas nos motores. No fim de semana, três caminhões quebraram e, na segunda-feira (19), perto da hora do almoço, mais um veículo parou de funcionar.

As quebras acumuladas no fim de semana provocaram atraso da coleta nas regiões do Núcleo Gasparini e Pousada da Esperança, programadas para a manhã de segunda-feira. O serviço foi realizado somente na tarde desta terça-feira.

Segundo o diretor de Limpeza Pública da Emdurb, Márcio Teixeira, apesar de os caminhões ainda não terem sido consertados, não há previsão para novos atrasos a partir desta quarta. Ele conta que o problema foi provocado pela sobrecarga de trabalho neste fim de semana, em razão da limpeza necessária após eventos realizados no Aeroclube, Parque Vitória Régia e Praça Rui Barbosa.

"Trabalhamos dobrado e, como todo mundo sabe, nossa frota está um pouco 'cansada', alguns veículos são antigos. O molejo de três caminhões quebrou e, como ocorre em uma empresa pública, teremos de esperar alguns dias para a chegada das peças novas", comenta.

Já o quarto caminhão quebrou por um problema no câmbio, que deveria ser solucionado com reparo simples ainda nesta terça-feira, segundo a Emdurb.

800 KM POR DIA

O adiamento da coleta prevista na segunda-feira provocou um efeito 'cascata', gerando atraso no serviço que seria realizado na manhã de terça nas regiões do Parque Giansante, Vila Independência e Parque Bauru. O lixo, contudo, foi retirado das ruas no mesmo dia, no período da tarde.

"Como, à tarde, só temos três setores, conseguimos conciliar", acrescenta Teixeira. No período da noite, de acordo com o diretor, a coleta já ocorreria dentro da programação normal, com cobertura de dez setores.

Dos 21 caminhões da Emdurb, sendo cinco deles alugados, apenas 12 seguiam operando nesta terça - pouco mais da metade da frota. "Seriam necessários pelo menos 15 veículos em atividade, mas, com o orçamento apertado da prefeitura, temos trabalhar com o que é possível. Hoje, um caminhão está percorrendo quase 800 quilômetros por dia, porque precisa fazer quatro viagens ao aterro de Piratininga", revela, destacando que não há previsão para os cinco caminhões com problemas no motor voltarem a circular.

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