Seul - A Coreia do Sul anunciou nesta quinta-feira (22) que vai romper um acordo de cooperação de inteligência militar com o Japão, em mais uma etapa da recente escalada de tensões entre os dois países.
Com a decisão de não renovar o pacto, as desavenças políticas e comerciais entre Seul e Tóquio agora se estendem para algumas das questões de segurança mais sensíveis da região.
O arranjo foi firmado em novembro de 2016, com o apoio de Washington, em resposta aos lançamentos de mísseis e aos testes nucleares da Coreia do Norte. O objetivo era obter uma melhor coordenação contra Pyongyang, facilitando o compartilhamento de informações.
COREIA DO NORTE
A decisão de encerrá-lo coincide com o lançamento de uma série de mísseis balísticos de curto alcance da Coreia do Norte como protesto contra o que o país vê como escaladas militares na Coreia do Sul e no Japão.
O Acordo Geral de Segurança de Informação Militar (GSOMIA) deveria ser renovado automaticamente no sábado (24), a menos que um dos lados decidisse cancelá-lo.
A decisão de Seul foi aprovada pelo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e anunciada após um debate de uma hora do Conselho de Segurança Nacional .
"Seul decidiu colocar um ponto final no acordo", afirmou Kim You-geun, primeiro diretor do Conselho. "Avisaremos o governo japonês por meio de um telegrama diplomático", disse.
Ele afirmou que a desistência aconteceu porque o Japão tirou em julho a Coreia do Sul de uma lista de países preferenciais para exportação, o que facilitava o comércio entre as duas nações. O Japão ainda não se pronunciou.