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Enchentes: Defesa Civil quer precisão

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A breve chuva da manhã desta sexta-feira (23) não trouxe grandes impactos para o período de seca em Bauru (leia mais abaixo). E a Defesa Civil da cidade está aproveitando justamente a estiagem para tentar se antecipar em relação a um problema crítico do município: as enchentes. A nova estratégia do órgão é estreitar parceria com o Centro Integrado de Alerta de Desastres Naturais (Ciaden), ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O objetivo é conseguir uma previsão maior - até com dias antes - e mais precisa sobre os alertas e as intensidades das tempestades.

Hoje, o aviso ocorre com média de 30 minutos de antecedência, mas, com a parceria, o coordenador da Defesa Civil, coronel Rogério Gago, espera prever enchentes com horas ou até mesmo dias de antecedência e até saber se o volume de água que cairá em determinado ponto será suficiente para provocar alamentos.

"O Ciaden, que funciona em Cabrália Paulista, é uma extensão do Inpe e cruza dados do Brasil todo. Pela tecnologia deles, com vários radares e satélites, seria possível prever com horas ou até dias se o índice de precipitação será suficiente para alagar pontos como a avenida Nações Unidas e Nuno de Assis, por exemplo", cita Gago, explicando que a ideia é interligar o sistema do Ciaden com o da Defesa Civil, assim que o órgão conseguir melhorar sua informatização. "Contamos, hoje, com alertas vindos de um radar e ele fica próximo a Bauru. Por isso, nosso tempo de resposta não é grande", completa.

Gago elenca que a medida deve ajudar a cidade a colocar em prática seu plano de emergência e a deslocar equipes para pontos problemáticos antes que as enchentes ocorram.

Ele, inclusive, afirma que já houve conversas com o Ciaden e o órgão sinalizou positivamente com a parceria. Contudo, falta uma reunião para definir detalhes mais específicos.

MULTIPLICAR

A proposta de parceria com o Ciaden é resultado de um diagnóstico feito pelo coronel Gago, que completa em agosto quatro meses no comando da Defesa Civil de Bauru.

Ele cita que trabalha ainda para multiplicar de quatro para 18 o número de funcionários do órgão e implantar plano de carreira para favorecer a continuidade das ações.

Nas últimas semanas, ele conta ter conseguido, por meio de parcerias, mais duas viaturas, totalizando quatro. Equipamentos de uso e materiais também devem ser adquiridos pelo órgão, que busca se repaginar para evitar tragédias como a ocorrida nas chuvas do início deste ano, quando mãe e filha morreram em uma enchente.

Gago destaca, inclusive, que a avenida Comendador Daniel Pacífico, palco das mortes, recebeu placas de sinalização de "risco de desbarrancamento" na última semana e, em breve, ganhará muretas e defensas metálicas. A avenida Pinheiro Machado passa por contenção de uma erosão para evitar alagamentos.

NOVO NÚMERO

Outra proposta da nova gestão é implantar o número de emergência da Defesa Civil, 199, e instituir de vez o trabalho 24 horas do órgão, que, hoje, atua com revezamento informal.

Ainda não há, contudo, previsões para a adoção dessas duas novidades.

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