Nacional

Reviravolta na guerra comercial

David Lawder
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta sexta-feira (23) que empresas norte-americanas deixem a China depois que Pequim anunciou tarifas retaliatórias sobre 75 bilhões de dólares em produtos dos EUA, provocando uma nova reviravolta na intensa guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

"Não precisamos da China e, francamente, ficaríamos muito melhor sem eles. As vastas quantias de dinheiro produzidas e roubadas pela China dos EUA, ano após ano, durante décadas, vão e devem parar", escreveu Trump no Twitter.

"Nossas grandes empresas norte-americanas estão ordenadas a começar imediatamente a procurar uma alternativa para a China, incluindo trazer suas empresas para casa e fabricar seus produtos nos EUA."

Não ficou claro qual autoridade legal Trump poderá usar para obrigar as empresas norte-americanas a fechar suas operações na China ou interromper o fornecimento de produtos do país. O presidente dos EUA disse que também ordena que empresas como FedEx, Amazon.com, UPS e o Serviço Postal dos EUA procurem recusar todas as entregas de fentanil para os EUA.

MEDIDA CHINESA

A China anunciou que irá impor tarifas retaliatórias sobre 75 bilhões de dólares em mercadorias dos EUA, visando o petróleo pela primeira vez e renovando impostos sobre automóveis fabricados nos Estados Unidos.

A última investida chinesa foi em resposta aos planos de Trump de impor tarifas de 10% a uma lista de 300 bilhões de dólares em produtos fabricados na China a partir de 1º de setembro e 15 de dezembro, incluindo celulares, brinquedos, laptops e roupas.

O Ministério do Comércio da China disse que, nessas mesmas datas, irá impor tarifas adicionais de 5% ou 10% a um total de 5.078 produtos originários dos Estados Unidos, incluindo produtos agrícolas como soja, carne bovina e suína, além de pequenas aeronaves. A China também está restabelecendo tarifas sobre carros e autopeças originários dos EUA, que foram suspensas em dezembro passado.

"A decisão da China de implementar tarifas adicionais foi forçada pelo unilateralismo e protecionismo dos EUA", afirmou o ministério em comunicado.

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