A essência continua invisível aos olhos. Só pode ser descoberta pelo coração. Henri Wallon, quando desenvolveu a teoria da afetividade no ambiente escolar, demonstrou que a docência precisa ver além do visível. Os alunos convivem conosco mais de um terço do seu dia. Acompanhamos o seu crescimento. Repentinamente, convivemos com a fluidez diante das dificuldades. Não é fácil viver, pois eles têm diante de si a obrigação de decidir, pois somos "condenados à liberdade". No entanto, escolher o quê? Como? Por onde ir? A quem perguntar? Onde estão os valores que dão sentido à vida e à existência. Para auxiliar nossos alunos a vencer este instante, desejamos estabelecer uma parceria escola-família, que supere o processo de ensino-aprendizagem, e que seja em favor da existência positiva, do viver mais feliz. Que os responsáveis superem a perguntas sobre notas, da avaliação e que incluam se existe felicidade na família, na escola, nos amigos, no existir. São muitas desilusões, stress, depressão, angústia no ambiente primaveril. Somente a compreensão de que precisamos trabalhar juntos em favor de uma Escola da Vida poderá ser real e efetiva. Não podemos compactuar com mais destinos dilapidados, com vidas ceifadas no momento mais crucial, na primavera da existência humana. Precisamos, juntos, família e escola, olhar além do visível, precisamos ver com o coração, que busca o sentido da existência em cada ato, em cada sonho. Não podemos deixar partir... aqueles olhos que vimos crescer em nossas salas. Unamo-nos com as faculdades/universidades, organizações da psicologia, direção escolar e família. A vida clama pela superação da fluidez, na primavera do existir.