São Paulo - Nos últimos dez anos, São Paulo vem reduzindo o número de homicídios. O estado, no entanto, tem falhado em impedir as mortes violentas de adolescentes entre 15 e 19 anos, que se mantiveram no mesmo patamar. A faixa etária tem 85% mais chance de ser vítima e a capital concentra a maior parte dos casos.
De 2008 a 2017, a taxa de homicídios da população como um todo, por 100 mil habitantes, caiu de 15,3 para 10,6.
A queda é frequentemente citada pelo governador João Doria (PSDB), que se vangloria de o estado ter alcançado a "menor taxa de homicídios da história".
Nesse mesmo período, no entanto, a taxa de homicídios de adolescentes cresceu de 19,1 para 19,6 por 100 mil habitantes.
Foram mais de 6.800 adolescentes vítimas na última década. Só em 2017, entraram para a estatística 623 meninos e meninas.
O levantamento foi feito pelo Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
O grupo é formado pela tríade entre a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, a Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de SP) e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e será lançado na manhã desta quinta-feira (5).