Instituições de caridade, agências governamentais e até navios de cruzeiro carregados com suprimentos e voluntários enviaram ajuda de emergência neste sábado às Bahamas devastadas pela tempestade, em meio a temores de que o furacão Dorian tenha deixado um grande número de mortos.
Os líderes das Bahamas acreditam que centenas e talvez milhares continuam desaparecidos no país, de cerca de 400.000 pessoas, ainda que o número oficial de mortos tenha subido apenas para 43 até o final da sexta-feira.
A Guarda Costeira dos EUA e outras agências já prestaram ajuda com o chefe do Comando Norte dos EUA, Terrance O'Shaughnessy, chegando a Nassau na sexta-feira para avaliar as necessidades.
"Continuaremos a reforçar, continuaremos a colaborar com o governo das Bahamas", disse ele a repórteres.
O furacão Dorian, o mais poderoso a atingir as Bahamas, pairou sobre parte do arquipélago por quase dois dias no início desta semana, atingindo-o com ventos de categoria 5, com algumas rajadas chegando a 320 km/h.
O chefe de equipe médica do Hospital Princess Margaret, na capital Nassau, disse que seriam necessários dois caminhões refrigerados de 12 metros para conter o número "impressionante" de corpos que provavelmente serão encontrados.
A Organização das Nações Unidas estimou que 70.000 pessoas estavam "precisando de assistência imediata", como comida, água e abrigo.