São Paulo - A previsão de que o presidente Jair Bolsonaro retomaria o cargo nesta sexta-feira, 13, foi adiada por pelo menos mais quatro dias por orientação médica. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que o presidente em exercício, Hamilton Mourão, permanecerá interinamente na função até o dia 16 de setembro. Originalmente, o prazo se encerraria nesta quinta-feira, 12.
Rêgo Barros divulgou nota para esclarecer que a recuperação do presidente "evolui positivamente", porém ele ficará afastado por mais tempo para descansar. "A equipe médica da Presidência da República decidiu mantê-lo afastado do exercício da função de chefe do Poder Executivo, por mais quatro dias, a contar de 13 de setembro de 2019, com a finalidade de proporcionar maior tempo de descanso", escreveu o porta-voz.
O porta-voz também disse que ele próprio leria o pronunciamento que Bolsonaro faz toda quinta-feira às 19h pelas redes sociais, mas depois Jair Bolsonaro optou por fazer o que ele mesmo chamou de "live-relâmpago".
RECUPERAÇÃO
A equipe médica que acompanha Bolsonaro informou, pela manhã, que a sonda nasogástrica que foi introduzida para retirar excesso de ar do estômago e do intestino deve ser removida esta sexta.
"A sonda gástrica drenou bastante ar e líquido. A gente está forçando o intestino a funcionar bastante", disse o médico Antônio Macedo no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde o presidente se recupera de uma cirurgia realizada no domingo, 8, para correção de uma hérnia incisional.
Macedo explicou ainda que após a retirada da sonda, Bolsonaro voltará a ter uma dieta líquida, por um ou dois dias, e depois passará para uma dieta cremosa. "Estamos esperando a retomada dos movimentos intestinais para ir para o pós operatório", afirmou Macedo.
VIAGEM À ONU
As visitas continuam restritas até liberação do médico Antonio Macedo. Nesta quinta (12), ele recebeu o médico Luiz Henrique Borsato, que o atendeu em Minas Gerais, quando o presidente foi esfaqueado, durante a campanha eleitoral. Bolsonaro está acompanhado da mulher, Michele, e do filho do meio, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSL).
Rego Barros disse não ter informação se o presidente e o vice tiveram algum tipo de diálogo nesta quinta. Segundo o porta-voz, a viagem do presidente a Nova York, ainda neste mês, para a cerimônia de abertura da Assembleia Geral da ONU, está mantida.