Bauru voltará a receber, em breve, um grande festival de jazz. De todas as atrações, apenas uma deverá ser nacional. Um erro nas artes é a comparação. Um acerto: o intercâmbio. Sempre há crescimento no contato entre diferentes realidades. Um hemisfério inspira o outro. Ainda mais nas atividades movidas à sensibilidade.
Quem não se lembra ou ouviu falar do histórico show de B.B. King? Na terra onde o rei do futebol balançou suas primeiras redes, o rei do blues, então com 73 anos, tocou em 12 de dezembro de 1998, na antiga Cervejaria dos Monges. É o tipo de acontecimento que reverbera. King morreu em 2015. Em 24 de agosto de 2011 seria a vez da filha dele, Shirley King, cantar por aqui.
A-ha, Dione Warwick, Julio Iglesias, Gary Brown (saxofonista)... e Kevin Costner: os iniciados em Bauru vão se surpreender, mas foi isso mesmo. Estiveram. Causaram. Ao quem consta, todos, com belos shows. Aliás, Costner - vencedor do Oscar de melhor diretor por "Dança com Lobos" (1991), que também lhe rendeu indicação como melhor ator - veio não para atuar ou dirigir, mas para cantar com sua banda de country na época, a Kevin Costner & Modern West: foi em 20 de novembro de 2010 no Mello Moraes.
Hoje será a vez da bailarina e performer israelense Yael Karavan, que mora na Inglaterra, interagir com a cidade. À tarde com oficina "O Corpo Fala". À noite com o espetáculo "Fios Vivos". Os detalhes estão ali na página 45.
Voltando a Dionne Warwick: ela tem hoje 78 anos e já disse que quer morar no Brasil. Se é que já não está. A premiada cantora norte-americana, que em 26 de agosto de 2007 soltou a voz no Alameda, seria uma moradora interessante em Bauru.
Ela, que é prima de Whitney Houston, pode comprar uma boa casa no Estoril, levar o cachorro para passear na Getúlio. Quem sabe até cantar de brincadeira no videokê da Falcão e conhecer talentos locais por lá. Já pensou? Não tenha motivos para se intimidar, Dionne. Bauru gosta muito de intercambiar.