Nos anos 70, precisamente 1973, o mundo musical estava bombando a 1.000 por hora. Um long play custava uma fortuna e as gravações em fitas k7 ganhavam o gosto popular através da pirataria. O "cruzeiro" era o dinheiro da época, quando o seu papel era fabricado no Reino Unido pela "Tilibra" deles, a Thomas DeLaRue, notas muito superiores às fabricadas hoje aqui em nosso país. Uma fita k7 cheia custava em torno de 3 cruzeiros, ao passo que o LP em torno de 15 cruzeiros, na Discoteca de Bauru, do meu amigo Silvio de Faria.
Foi a grande largada e a "pirataria" tomou conta do mercado fonográfico rapidinho. As principais gravadoras da época, a CBS, RCA Victor, Warner Bros e EMI, foram à loucura e botaram as polícias em cima dos 'pirateiros', os caras que comercializavam todo o tipo de músicas, desde o Sertanejo ao Pop Rock, e, quando pegos, tinham as suas fitas k7 apreendidas.
Os que efetuavam as gravações ficavam no anonimato, pois pouquíssimos eram pegos. Enfim, foi uma época adversa à de hoje, pois todos nós tínhamos uns tico-ticos para comprar pelo menos uma fita k7. Hoje, com o pendrive, a coisa é bem diferente, pois não é qualquer pessoa que tem condições de desembolsar 35 reais.