Brasília - A Petrobras deve buscar evitar o "nervosismo do mercado" e "aguardar um pouco" antes de reajustar preços de combustíveis, diante de uma disparada do petróleo nesta segunda-feira após ataques a instalações da Saudi Aramco no fim de semana, disse uma fonte da companhia à Reuters.
O barril do petróleo Brent, referência internacional, subia mais de 12% no início da tarde, após ter avançado quase 20% mais cedo, antes de os Estados Unidos anunciarem que podem liberar as Reservas Estratégicas de Petróleo caso necessário, aliviando o movimento nas cotações. As ações da Petrobras mostraram alta na manhã desta segunda-feira (16). Às 11h30 as ações ordinárias da companhia (ON, com direito a voto) avançavam 3,61%, sendo cotadas a R$ 30,73, enquanto as preferenciais (PN, sem direito a voto) subiam 3,31%, a R$ 27,77; mais cedo a alta chegou a 4%.
"Temos que aguardar um pouco. Não dá pra seguir o nervosismo do mercado", disse a fonte, na condição de anonimato.
"Imagine se os Estados Unidos liberam parte da sua reserva estratégica, se o Irã recebe autorização para exportar? Os preços caem novamente. Cenário muito instável."
Os preços da Petrobras para gasolina e diesel vendidos às distribuidoras têm como base a paridade de importação, formada pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo.
Os repasses de ajustes nas refinarias aos consumidores finais, nos postos, dependem de inúmeros fatores, como margens das distribuidoras e revendedoras, mistura de biocombustíveis e impostos.
IBOVESPA
Na contramão das bolsas americanas, o principal índice da B3 fechou em alta de 0,17%, aos 103.680,41 pontos. O volume negociado foi de R$ 27,856 bilhões, inflado pelo giro de R$ 7,576 bilhões do exercício de opções sobre ações.