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'É indecente usar um caixão como palanque'

FolhaPress
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Na primeira entrevista após a morte da menina Ágatha Vitória Sales Félix, o governador Wilson Witzel (PSC) disse que o caso não pode ser utilizado como "palanque eleitoral" ou com o objetivo de obstruir votações importantes como o pacote anticrime do ministro da Justiça Sergio Moro.

Ao citar atendimentos do governo estadual, Witzel disse que sua gestão prefere trabalhar em silêncio para assistir as vítimas. "Pedi a ela: 'Major Fabiana [secretária de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência], não transforme em palanque político o caixão de vítima da violência'. E principalmente para evitar que isso aconteça, criamos essa secretaria. Para dar esse atendimento e evitar que sejam utilizados os caixões como palanque. É indecente usar um caixão como palanque, especialmente de uma criança."

TRÁFICO

Ele afirmou que conversou com Moro durante o fim de semana e defendeu a aprovação da excludente de ilicitude (leia mais à página 18). Witzel também culpou o tráfico e os usuários de drogas pela morte da criança e voltou a defender a política de segurança de seu governo. "Em momento algum tenho tido discurso brando com quem quer que seja. Eu não tenho bandido de estimação, seja de distintivo, seja de farda. A lei é para todos."

Em outro momento da entrevista, voltou a negar ter algum tipo de seletividade. "Dizer que nós aqui estamos protegendo quem quer que seja, desculpe, por que nós aqui não temos bandido de estimação".

"Lamento profundamente a perda, o meu sentimento é o sentimento de pai, tenho filha de nove anos". Disse ainda sentir pela mãe que não vai ver mais a filha. "Você acha que não penso? Eu não sou um desalmado, sou um cara de sentimentos", continuou.

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