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Impeachment: Trump repete roteiro

FolhaPress
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Washington - O roteiro é bem conhecido por Donald Trump. O presidente repete a estratégia usada há três anos e tenta atingir o democrata Joe Biden - seu potencial adversário na eleição do próximo ano - da mesma maneira que avançou sobre Hillary Clinton na corrida pela Casa Branca em 2016.

Com receituário que vai da distorção de notícias a ataques pessoais, Trump quer imprimir um trauma na oposição que persista até 2020, ao mesmo tempo em que alimenta um ambiente nebuloso para o inquérito de impeachment aberto contra ele no Congresso. Foi assim que o republicano fez com que Hillary fosse dragada por suspeitas em torno da fundação Clinton e o escândalo do uso de servidores privados de e-mail quando era chefe da diplomacia americana.

Mesmo que a investigação formal do FBI tenha afirmado que sua conduta fora "extremamente descuidada", mas não suficiente para recomendar indiciamento, a democrata não conseguiu se livrar da narrativa reforçada por Trump.

Agora, ao mirar Biden - um dos primeiros colocados na arena democrata para a eleição de 2020 -, insiste na acusação de que o adversário está envolvido em irregularidades. Vice-presidente de Barack Obama, Biden está no centro da crise que pode tirar Trump da Presidência americana. Na terça-feira (24), a democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara, anunciou a abertura de um processo de impeachment contra o republicano, revendo a postura reticente que adotava até então.

Para derrubar Trump, além da votação na Câmara, de maioria democrata, o Senado precisa declará-lo culpado com apoio de dois terços dos parlamentares, o que hoje é improvável. Pelosi autorizou a abertura do processo após a divulgação de relatos sobre um telefonema em que o presidente dos EUA pressionou o líder da Ucrânia, Volodimir Zelenski, a investigar o filho de Biden, Hunter Biden, ex-membro do conselho de uma empresa de gás que esteve na mira da procuradoria ucraniana. 

O script de Trump é mostrar que Biden pressionou pela demissão do procurador-geral Viktor Shokin, que investigava a empresa na qual Hunter trabalhava.

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