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Queixas dos clubes sobre arbitragem seguem mesmo com VAR

JCNET
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A implementação do árbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês) nesta edição do Campeonato Brasileiro não reduziu o número de reclamações dos clubes. Levantamento feito pela reportagem envolvendo os 220 jogos realizados até o início da 23ª rodada mostra que a quantidade de queixas permanece alta, mesmo com a presença da tecnologia.

O levantamento se baseou nas súmulas da CBF, informações sobre o andamento dos jogos e entrevistas de jogadores, técnicos e dirigentes para quantificar as reclamações a respeito da arbitragem e quais os tipos de lances motivaram mais queixas. As polêmicas foram tabuladas e separadas em diferentes categorias, como pênalti, expulsão, falta, impedimento, toque de mão, repetição de cobrança de pênalti após o goleiro se adiantar e lateral invertido que originou gol.

O trabalho procurou registrar todas as reclamações dos 20 times, não apenas os lances em que o VAR foi acionado e não levou em consideração se a decisão do árbitro naquele momento foi a correta ou não.

Foram computadas 103 queixas nas 220 partidas analisadas, isto é, uma média de 0,46 queixa por jogo. Segundo a análise, 63 partidas suscitaram algum tipo de protesto, seja de jogador, técnico ou dirigente, o que significa dizer que houve chiadeira em 28% dos confrontos analisados.

A reclamação por marcação ou não marcação de penalidades é a mais recorrente dos clubes em relação à arbitragem - foram 54 protestos por esta razão contra 29 por conta de expulsões e seis por impedimentos.

Com 13 reclamações, o Fluminense lidera a lista em relação às decisões dos líderes do apito, à frente do Vasco, que contestou oito marcações. Athletico, Botafogo, Fortaleza e Internacional vêm na sequência, com sete queixas cada um.

No ano passado, quando os juízes de campo ainda não podiam recorrer ao árbitro de vídeo, foram verificadas 141 contestações dos 20 clubes da Série A em 310 jogos analisados, uma média de 0,45 protesto por partida, números muito parecidos com os da atual edição da competição.

Neste ano, a 22ª rodada foi a que registrou mais polêmicas. Uma delas foi o gol anulado do Palmeiras no empate em 1 a 1 com o Internacional, no Beira-Rio. Após consultar o monitor, o árbitro catarinense Braulio da Silva Machado enxergou toque no braço do atacante Willian na origem da jogada e invalidou o gol marcado por Bruno Henrique, o que deixou os palmeirenses indignados.

Após a partida, o presidente do clube paulista, Maurício Galiotte, se mostrou revoltado com a decisão da arbitragem e acusou o Flamengo, atual líder do torneio nacional, de ser favorecido pela arbitragem. "Estamos pedindo critério, justiça. Vamos disputar o campeonato de forma séria, mas que a arbitragem também atue de forma séria", disse o mandatário na ocasião. "Em muitos lances, é só vocês fazerem um levantamento, o VAR não tem atuado em jogos do Flamengo, isso é fato".

O mandatário palmeirense foi recebido na sede da CBF, no Rio, na quinta-feira (3). A entidade admitiu que a arbitragem errou no lance envolvendo Willian. A interpretação é de o gol foi bem anulado, tendo em vista o que diz a atualização da regra em relação aos toques de mão bola no ataque, mas o jogo deveria ter sido reiniciado com falta na entrada da área a favor do clube paulista - mesmo assim, o vídeo do gol foi enviado para análise da Fifa.

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