O leilão que tinha o objetivo de dar destino a parte da massa falida da fábrica de baterias Ajax terminou na tarde desta quarta-feira (9) sem qualquer item arrematado. Entre os lotes à venda, estava o parque fabril da empresa, avaliado em R$ 31,460 milhões.
Outros dois imóveis, de R$ 14,296 milhões e R$ 34,465 milhões, também não receberam propostas. Todos os bens estavam à venda por 60% do valor de avaliação.
Segundo a empresa Faccio Administrações Judiciais, gestora da massa falida da Ajax, ainda serão feitas novas tentativas de alienação dos imóveis, com o objetivo de pagar, prioritariamente, os débitos trabalhistas deixados pela fábrica de baterias.
"Também irá a leilão a Cachoeira Metais, pertencente ao mesmo grupo econômico da Ajax", detalha a advogada Sandra Nascimento, da Faccio, referindo-se à processadora de chumbo localizada em Goiás, também pertencente à massa falida.
A Ajax encerrou suas atividades em janeiro de 2015 e, em outubro daquele ano, a Justiça decretou a falência da empresa. Naquela época, a estimativa era de que os débitos trabalhistas ultrapassassem os R$ 60 milhões, afetando 1.300 funcionários e ex-funcionários.