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Áreas incendiadas crescem em 2019

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Ainda restam mais de dois meses para o fim do ano, mas a extensão de áreas de vegetação incendiadas em 2019 em Bauru já superou o montante de 2018. Segundo levantamento realizado pelo 12.º Grupamento de Bombeiros, de janeiro até 8 de outubro deste ano, o fogo consumiu 6,169 milhões de metros quadrados no município, incluindo áreas de Cerrado, pastagens e terrenos baldios.

No ano passado inteiro, o total atingido pelas chamas havia sido de 6,105 milhões de metros quadrados, 64 mil metros quadrados a menos do que em 2019, diferença que equivale a mais de seis campos de futebol. Autoridades ouvidas pela reportagem atribuem o aumento das áreas atingidas à forte estiagem registrada nos últimos meses, que contribui para que a vegetação fique extremamente seca e, portanto, bastante vulnerável a incêndios.

Para se ter uma ideia, de maio a setembro de 2019, foram registrados apenas 113,7 milímetros de chuva na cidade, de acordo com medição do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet). O volume corresponde a menos da metade do contabilizado no mesmo período do ano passado, de 247,1 milímetros.

"O tempo de estiagem extrapolou o que vinha ocorrendo em anos passados e esta condição, agravada pela umidade relativa do ar extremamente baixa, favorece muito a propagação de incêndios. Por baixo da vegetação, fica uma palha muito seca, que, em contato com qualquer material incandescente, faz com que o fogo se alastre muito rapidamente", detalha o coronel Rogério Gago, coordenador da Defesa Civil de Bauru, que atuou por 34 anos no Corpo de Bombeiros.

QUEIMADAS EXTENSAS

Ele explica que, por este motivo, a secura da vegetação contribui para que as queimadas sejam mais extensas, como as registradas recentemente no Jardim Botânico de Bauru e na rodovia Cezário José de Castilho, próximo ao Aeroporto Moussa Tobias. E é por isso que o total de área atingida foi maior em 2019, apesar de o total de ocorrências ainda ser menor: a soma foi de 546 chamados atendidos até o início de outubro deste ano, ante a 726 registros em 2018 inteiro.

O subtenente Vinícius José Silva, do Corpo de Bombeiros, pontua que os incêndios de maiores proporções costumam ter início em margens de rodovia. Reforça, ainda, que o maior volume de ocorrências, de fato, tende a ficar concentrado nesta época do ano.

"Isso faz com que o tempo-resposta dos bombeiros fique maior, porque, normalmente, as viaturas já estão empenhadas, em outros atendimentos. Nossa prioridade são os incêndios em residência e, depois, o fogo em mata nativa", detalha.

Com o fim do período de estiagem se aproximando, a corporação já se prepara, contudo, para realizar maior número de atendimentos relacionados a enchentes e tempestades com ventos fortes, que podem derrubar árvores e destelhar casas.

 

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