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Calor aumenta atendimento médico

Tisa Moraes e Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

As altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar registradas em Bauru resultaram em aumento do número de pessoas medicadas em unidades de pronto atendimento da cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o volume de pacientes nas quatro UPAs, Pronto-Socorro Central e Infantil foi 8% maior na semana passada, na comparação com o mesmo período de 2018.

Diretor do Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento (Duupa) de Bauru, o médico Rafael Arruda detalha que as queixas mais frequentes relacionadas ao calor são dores de cabeça e mal-estar, com pacientes diagnosticados, muitas vezes, com baixa pressão arterial e desidratação. Felizmente, o tratamento para estes casos mais corriqueiros é simples: após a averiguação do quadro geral da pessoa, normalmente, a prescrição dada é hidratação por meio de soro e medicação para controle das dores ou náuseas.

"As pessoas tendem a beber água em volume aquém no necessário, não usar protetor solar e se expor ao sol nos horários mais críticos. O organismo pode reagir mal a estas condições extremas", pontua, salientando que a atenção deve ser redobrada com crianças com poucos anos de vida e idosos, os mais vulneráveis à desidratação em dias muito quentes.

"O organismo dos idosos já não possui alguns receptores que sinalizam a necessidade de ingerir água e também tem dificuldade para a estabilização da temperatura interna. Então, os familiares precisam ofertar água o dia todo e observar se eles estão protegidos da incidência direta do sol", acrescenta.

CUIDADOS

Além de evitar a exposição prolongada às altas temperaturas, os moradores de Bauru, em geral, devem ficar atentos a algumas atitudes comuns, que também podem abalar o funcionamento do corpo humano. Entre elas, Arruda destaca submeter o organismo a mudanças bruscas e constantes de temperatura, o que ocorre, por exemplo, quando a pessoa entra e sai, várias vezes ao dia, da rua para um ambiente com ar-condicionado.

"O corpo pode demorar mais tempo para fazer o ajuste da temperatura interna. Com os termômetros chegando à casa dos 36, 37 graus, a variação de temperatura para 19, 20 graus, em um lugar climatizado, é grande e a pessoa também pode sofrer com dores de cabeça e mal-estar", pontua.

Também é preciso cuidado no momento de usar o ventilador, já que a dispersão de partículas de poeira presentes no cômodo ou no próprio equipamento podem agravar o quadro de saúde que quem já tem doenças respiratórias, como rinite e sinusite.

Entre as principais recomendações para não adoecer por conta do calor e da baixa umidade relativa do ar, está a ingestão de maior quantidade de água, uso de protetor solar e evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h (leia mais dicas no quadro acima).

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