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Bolsonaro quer mudar relação com a China, diz Marcos Troyjo

Estadão Conteúdo
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Washington - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai para o Japão e para a China a partir deste sábado (19) com o propósito de reforçar o comércio brasileiro com os dois países asiáticos e prestigiar a entronização do novo imperador japonês, Naruhito.   

O secretário de Comércio Exterior, Marcos Troyjo, disse nesta sexta-feira (19) que a viagem do presidente Jair Bolsonaro para a China (que seria iniciada nesta madrugada)  deve servir para discutir oportunidades que tornem a dinâmica comercial entre os dois países mais do que uma "relação de clientela". Ao sugerir que é equivocado dizer que há uma "parceria comercial" entre as duas nações, ele afirmou que não existe uma interdependência do Brasil com a China e que é preciso buscar uma relação "pragmática" desde que com "respeito à soberania".

"Se você quer sair dessa relação de clientela para algo maior, então precisa estar na mesa e discutir essas oportunidades. Essa é uma das razões para o presidente Bolsonaro ir para a China", disse Troyjo. Segundo ele, o governo quer alcançar uma relação benéfica para os dois lados. "Queremos manter a soberania, queremos ser parceiros", disse. "Às vezes, usamos palavras que não necessariamente refletem a realidade. Às vezes, usamos a palavra ?parceria? quando na realidade o que se tem é uma relação de cliente", disse.

A China é a principal parceira comercial do País.

Dependência. Troyjo mencionou a guerra comercial travada entre Estados Unidos e China durante a presidência de Donald Trump e citou a relação entre os dois países como de "interdependência". " É verdade que o investimento chinês no Brasil está aumentando, mas ainda há bastante a percorrer", disse.

O secretário representa o Brasil em Washington, na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), depois que o ministro da Economia, Paulo Guedes, cancelou na última hora sua participação. Na manhã de quinta (17), Troyjo fez uma apresentação a investidores e empresários estrangeiros na Câmara de Comércio americana.

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