Tóquio - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (22) preferir que seu filho Eduardo, indicado para assumir a embaixada brasileira em Washington, desista da cargo e permaneça no Brasil em sua posição de deputado federal pelo PSL para "pacificar seu partido".
"Obviamente, isso o Eduardo vai ter que decidir nos próximos dias, talvez antes de eu voltar ao Brasil, se quer ter seu nome submetido ao Senado para a embaixada ou não", disse Bolsonaro a jornalistas, durante a visita ao Japão.
"No meu entender (o melhor), é ele ficar no Brasil, até para pacificar o partido dele, ver o que pode catar de caco, por assim dizer. Porque teve gente ali que foi para o excesso", acrescentou, fazendo referência à guerra interna do partido, marcada por trocas de insultos entre parlamentares.
CRISE NO PSL
Nos últimos dias, Eduardo se tornou peça central na crise que envolve o PSL, tendo sido indicado para assumir a liderança do partido na Câmara pelo grupo bolsonarista do partido, em uma briga aberta com o ex-líder Delegado Waldir (GO), que é ligado ao presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE).
Jair Bolsonaro disse ainda, em Tóquio, que no caso de Eduardo desistir da embaixada, poderia indicar para o cargo Nestor Foster, o atual encarregado de negócios em Washington.
"Nós temos lá o Nestor Foster. Ele é um bom nome. Obviamente o Eduardo desistindo que eu mande o nome dele ao Senado", disse o presidente aos jornalistas.