No auge dos seus 25 anos, o Fórum da Justiça Federal de Bauru tem uma missão pela frente: a pacificação social. É o que afirma o vice-diretor do órgão, Joaquim Eurípedes Alves Pinto. E, segundo ele, o Judiciário galga este objetivo, sempre que possível, por meio da conciliação. "A medida apresenta maior eficiência, porque as partes se dispõem a cumprir os acordos", defende. Neste mês, a instituição comemora o aniversário com o Seminário em Celebração dos 25 anos da Justiça Federal em Bauru (leia mais abaixo).
Ainda de acordo com o juiz federal, há situações em que a Justiça tem de impor, por medida de força, uma decisão. Porém, tal atitude também desempenha a função de pacificar o assunto. "No passado, a União não aceitava conciliações. Então, verificou-se que era prejudicial às pessoas e ao próprio poder público, afinal, precisava bancar os honorários".
Falando em custos, o magistrado encara a digitalização dos processos de forma positiva. "Reduzimos hiatos e prazos. Ao mesmo tempo, facilitamos o acesso dos advogados, que conseguem fazê-lo remotamente", completa.
A informatização, segundo ele, poderá levar ao aumento das ações. "Paralelamente, o tempo de resolução deverá cair ainda mais, porque os servidores que, antes, executavam atos mecânicos passarão a assessorar os juízes", acrescenta.
TRAJETÓRIA
A Justiça Federal de Bauru começou a atender o público em 17 de outubro de 1994, com duas Varas. Na época, o órgão ocupava metade do 1.º andar da sede da Prefeitura de Bauru, no Palácio das Cerejeiras.
De 1998 a 2009, a instituição funcionou em um prédio alugado, situado na rua Joaquim Anacleto Bueno, 1-26, no Jardim Contorno. Em 2001, no mesmo endereço, inaugurou a sua terceira Vara.
No mês de fevereiro de 2009, se mudou para o prédio atual, também locado, na Getúlio Vargas, 21-05. Três anos depois, recebeu o Juizado Especial.
Presidente da pasta, o juiz federal Cláudio Roberto Canata alega que a existência do órgão como um todo traz relevância social ao município. "Além das ações voltadas à Previdência, à Caixa e aos Correios, nós trabalhamos com processos envolvendo crimes federais, como tráfico transnacional de drogas e moeda falsa. Temos nos esforçado para prestar um bom atendimento a quem nos busca", conclui.