Saúde

Estresse pode ter um lado bom para a saúde

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 2 min

Comum na sociedade moderna, cada vez mais acelerada, o estresse não é de todo ruim. Ele é uma resposta do corpo a uma situação limite: nosso organismo libera substâncias, como o cortisol e a adrenalina, que proporcionam maior vigilância, atenção e oxigenação de todo o corpo. Esse mecanismo serve para reagir a determinada situação que se apresenta como um risco. O problema ocorre quando essa reação passa a ser constante. Hoje é celebrado o dia de combate ao estresse.

"O estresse crônico faz com que a liberação dessas substâncias sejam constantes. Isso gera reações indesejáveis no nosso organismo, como insônia, perda de qualidade do sono, falta de apetite ou compulsão alimentar, aumento de pressão arterial e de peso, alteração de colesterol", lista André Murad, endocrinologista do grupo Fleury.

Irritabilidade, agressividade e intolerância são alguns dos sinais emocionais de estresse. "Normalmente observamos uma grande perda na qualidade dos nossos relacionamentos, pois estamos menos tolerantes conosco e com as outras pessoas", diz Livia Marques, psicóloga organizacional e clínica, com foco em terapia cognitivo-comportamental.

O estresse crônico relacionado ao trabalho, chamado Síndrome de Burnot, foi considerado como uma doença este ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com a Isma-BR (representante da Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse), 72% dos brasileiros que trabalham sofrem alguma sequela provocada pelo estresse elevado.

De acordo com André Murad, viver estressado pode ser um gatilho para o desenvolvimento de outra doença: a fibromialgia. "Essa condição é frequentemente associada a altos níveis de ansiedade, insônia e estresse crônico. Pessoas com fibromialgia são mais sensíveis a dores que não impactam tanto a vida das demais pessoas."

De acordo com os especialistas, os mecanismos para combater o estresse são simples, mas - por conta da correia e da falta de tempo durante a semana - difíceis de serem colocados em prática com frequência.

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