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Cuba volta a ter comércio em dólar após 15 anos

Reuters
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Havana - Uma grande quantidade de cubanos foi a uma dúzia de lojas que abriram em Havana nesta segunda-feira vendendo eletrodomésticos e peças automotivas em dólar, já que o governo carente de dinheiro está tendo dificuldade para obter moedas negociáveis para comprar importados e pagar suas dívidas.

Lavadoras de roupa, geladeiras, freezers, ar-condicionados, TVs, motos elétricas, baterias de carro, pneus e outros produtos estavam com preços bem abaixo dos de semelhantes de outras lojas estatais, quando disponíveis para venda, no equivalente local do dólar, o peso conversível.

A economia estatizada ineficiente de Cuba está passando por uma crise de liquidez devido à implosão da economia da aliada Venezuela e ao endurecimento do embargo de décadas dos Estados Unidos ordenado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

O país depende da importação de combustível, alimentos e outros itens, que precisa comprar com moedas internacionais negociáveis obtidas com a exportação de bens como açúcar e com turismo e assistência técnica - todos em declínio.

A escassez de tudo, de combustível e alimentos e remédios, está assolando a ilha neste ano.

Duas moedas, o peso e o peso conversível, que está avaliado em 24 pesos, circulam em Cuba. A posse de dólar e de outras moedas negociáveis é legal, mas antes elas não eram consideradas moedas válidas para compras.

O governo argumenta que o peso conversível é igual ao dólar, mas eletrodomésticos e outros bens importados, quando disponíveis, sofrem grandes remarcações, já que precisam ser adquiridos com moedas negociáveis, enquanto o peso e o peso conversível não têm valor no exterior.

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