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Navio grego é suspeito de vazar óleo


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Brasília - Dois meses após a chegada das primeiras manchas de óleo ao Nordeste brasileiro, uma investigação feita em parceria por Polícia Federal, Marinha, Ministério Público Federal, órgãos ambientais, universidades e a Agência Nacional do Petróleo, identificou o principal suspeito pelo maior desastre ambiental no litoral do país.

O navio Bouboulina, de bandeira grega e de propriedade da também grega Delta Tankers, foi indicado como o responsável pelo derramamento, ocorrido provavelmente em 28 ou 29 de julho, a cerca de 700 km a leste da Paraíba.

As manchas de óleo começaram a ser registradas na costa do Nordeste em 30 de agosto, justamente na Paraíba. Não se sabe ainda se o derramamento foi acidental ou intencional. Suspeito pelo derramamento de óleo que atinge o Nordeste há mais de dois meses, o navio grego Bouboulina foi detido nos EUA no último dia 29 de abril por conta de problema no equipamento de filtragem de óleo, segundo revelou o UOL, na noite desta sexta-feira.

OPERAÇÃO MÁCULA

Nesta sexta-feira (1), a Polícia Federal deflagrou a Operação Mácula para apurar a origem e a autoria do vazamento e cumpriu dois mandados de busca e apreensão em duas empresas no Rio de Janeiro ligadas à Delta Tankers.

Com informações da Marinha, a diretoria de inteligência policial da PF concluiu que "não há indicação de outro navio que poderia ter vazado ou despejado óleo, proveniente da Venezuela".

O Ministério Público Federal concordou com a manifestação da PF e pediu à Justiça Federal a expedição dos mandados, emitidos pelo juiz da 14ª vara criminal do Rio Grande do Norte.

OUTRO LADO

Segundo o delegado de Polícia Federal Agostinho Cascardo, um dos responsáveis pela investigação no Rio Grande do Norte, as duas empresas no Rio de Janeiro ligadas à dona do navio petroleiro --Lachman Agência Marítima e Witt O'Brien's - não são, a princípio, suspeitas de crime, mas podem ter informações e dados úteis para a PF.

Segundo a investigação, a Lachman agencia a Delta Tankers no Brasil, e a Witt O'Brien's faz recomendações e planos para a Delta em casos de desastre no mar. As duas empresas negam vínculos com a Delta Tankers e dizem estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Segundo Cascardo, o navio está agora na costa da África. A reportagem apurou que ele está na África do Sul.

A PF solicitou, via Interpol, dados adicionais sobre a embarcação, tripulação e empresa responsável.

 

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